Suíça não dá cheque em branco aos Estados Unidos
Em encontro, em Washington, com o vice-ministro americano da Defesa, Paul Wolfowitz, o ministro da Defesa Samuel Schimid falou dos prisioneiros em Guantanamo e afirmou que novas ações militares necessitariam aprovação da ONU.
O ministro suíço da Defesa e Esportes está nos Estados Unidos pela Defesa, pelo Esporte e pela política.
Colaboração melhorou
Assistiu a abertura dos Jogos Olímpicos em Salt Lake City, reuniu-se com o vice-ministro americano da Defesa e termina a viagem com um encontro com o secretário-geral da ONU, Kofi Annann. Dia 3 março, os suíços votam se aderem ou não às Nações Unidas.
Com o vice-ministro americano da Defesa, Paul Wolfowitz, houve concordâncias e divergências. O assunto foi a guerra contra o terrorismo e a proteção de populações civis.
Proteção civil
O ministro suíço disse que o terrorismo é um “combate comum” e que os dois países têm “problemas similares” como o financiamento da segurança nos aeroportos. Disse também que, apesar de neutra, a Suíça não está isenta de riscos de atentados.
Especialistas suíços em segurança estiveram nos Estados Unidos depois dos atentados e especialistas americanos vieram à Suíça ver como funciona o sistema de proteção civil.
No entanto, Schimid manifestou preocupação quanto ao tratamento aos prisioneiros talebans na base americana de Guantanamo, em Cuba. Ele reiterou a posição da Suíça de aplicação das Convenções de Genebra sobre o direito humanitário, defendidas pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
Divergências
Outro ponto de divergência é o conceito de “eixo do mal”, expresso pelo presidente Bush diante do Congresso, incluindo Irã, Iraque e Coréia como países que apoiam o terrorismo.
Questinado pela correspondente de swissinfo em Washington, Schimid declarou que “cada ação militar adicional comporta o perigo de destabilizar novamente essas regiões”.
Falou que o combate ao terrorismo necessita uma visão global e que isso necessitaria uma aprovação da ONU.
swissinfo com agências
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