Termina em paz seqüestro em hotel de Istambul
Grupo armado, simpatizante da causa chechena, que seqüestrou dezenas de pessoas de estabelecimento da rede Swissôtel na capital turca, entregou-se a polícia e todos os reféns foram libertados ilesos.
Os seqüestradores que protestavam contra a campanha militar russa na Chechênia eram apenas 13, segundo o presidente da Fundação Solidariedade com o Cáucaso, Mehdi Cetinbas.
O líder do comando pro-checheno era Muhammed Tokcan, turco de origem chechena que em 1996 sequestrou durante 3 dias uma balsa da Turquia com 200 pessoas a bordo e que se dirigia ao porto russo de Sotchi.
Tokcan conseguira fugir da prisão depois de ter sido condenado a oito anos de cárcere, mas fora capturado pela polícia turca. Ele tinha sido libertado em dezembro, beneficiando-se de anistia concedida pelo governo de Ancara.
Segundo porta-voz de Swissair – principal integrante do SAirGroup a que pertence o hotel onde ocorreu o incidente – encontravam-se entre os reféns de 10 a 15 empregados do Swissôtel de Istambul e 9 membros de tripulação da empresa aérea suíça. O mesmo porta-voz avaliou em 600 o número de hóspedes no hotel no momento do seqüestro na noite de domingo para segunda-feira.
A presidência separatista chechena tinha condenado na manhã de segunda-feira a tomada de reféns, afirmando que a operação de comando “não tinha nenhuma relação com sua atividade ou sua política”. Mas estimava que a responsabilidade “recaía plenamente sobre a direção da Federação Russa, em razão de sua política de discriminação em relação aos chechenos e à Chechênia”.
swissinfo com agências
Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch
Mostrar mais: Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch
Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós!
Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch.