Washington apoia instituições que acusam presidente da Guatemala de corrupção
Os Estados Unidos apoiam a Promotoria da Guatemala, entidade que acusa o presidente Otto Pérez Molina de corrupção, e acompanha de perto a situação um dia depois de o chefe de Estado ser destituído de sua imunidade, informou nesta quarta-feira uma fonte do Departamento de Estado.
“Continuamos apoiando a luta contra o crime e a corrupção, que inclui o trabalho feito pela Promotoria e a CICIG (Comissão Internacional da ONU contra a Impunidade na Guatemala)”, disse a fonte diplomática americana à AFP.
A Promotoria obteve nesta quarta-feira luz verde para investigar e buscar uma condenação contra Pérez por corrupção, depois que a máxima instância judicial do país, a Corte Constitucional (CC), rejeitou os recursos de amparo apresentados pela defesa.
Um dia depois de o Congresso guatemalteco destituir Pérez de sua imunidade para processá-lo, “estamos acompanhando a situação de perto”, acrescentou a fonte, que preferiu manter sua identidade preservada.
“Os Estados Unidos apoiam fortemente a tomada de responsabilidade por corrupção e os processos legais confiáveis, transparentes, independentes e imparciais. Estes processos devem proceder segundo a lei guatemalteca”, destacou.
Com a decisão da CC, que está acima da Suprema Corte de Justiça, fica aberto o caminho para investigar penalmente o chefe de Estado, o primeiro a perder a imunidade na história do país centro-americano.
Embora o presidente possa permanecer no cargo, uma eventual ordem de prisão preventiva determinada por um juiz poderia provocar sua suspensão imediata.
A crise política sem precedentes na Guatemala ocorre faltando poucos dias para os guatemaltecos irem às urnas. No domingo, 6 de setembro, será escolhido o próximo presidente, que assumirá em 14 de janeiro.
A esse respeito, os Estados Unidos expressaram seu apoio à realização das eleições, acrescentou a fonte.