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Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio

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Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio:

– Duas rotas marítimas alternativas em Ormuz por possibilidade de ‘minas’ – 

A Marinha da Guarda Revolucionária iraniana anunciou nesta quinta-feira (9) que os navios que atravessarem o Estreito de Ormuz devem seguir duas rotas alternativas, mais próximas da costa, ao alegar a possibilidade de que existam “minas” na via habitual.

“Para se proteger de possíveis colisões com minas, em coordenação com a Marinha dos Guardiões da Revolução […], até novo aviso, [os navios] deverão tomar rotas alternativas para o trânsito no Estreito de Ormuz”, indicou a agência de notícias Mehr, citando um comunicado militar.

– Macron: um cessar-fogo ‘crível e duradouro’ deve incluir o Líbano – 

O presidente da França, Emmanuel Macron, insistiu para seus homólogos de Estados Unidos, Donald Trump, e Irã, Masoud Pezeshkian, em que o cessar-fogo pactuado entre os países deve se estender para o Líbano, o que, segundo ele, é uma “condição necessária” para que seja “crível e duradouro”.

– Dia de luto no Líbano após ataques israelenses que deixam 182 mortos –

Ataques aéreos israelenses nesta quarta-feira contra o Líbano deixaram 182 mortos e 890 feridos, segundo um balanço ainda provisório do Ministério da Saúde libanês. 

O primeiro-ministro Nawaf Salam decretou um dia de luto nacional para quinta-feira e, segundo o seu gabinete, pretende “mobilizar todos os recursos políticos e diplomáticos do Líbano para deter a máquina de matar israelense”.

A Turquia condenou os ataques e exortou a comunidade internacional a atuar para “pôr fim à ocupação israelense”.

– Irã deve decidir se quer que a trégua ‘se rompa’ pelo Líbano, diz Vance –

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, que vai liderar no sábado a delegação de seu país nas conversas com o Irã no Paquistão, estimou nesta quarta que corresponde aos dirigentes iranianos decidir se a trégua de duas semanas acordada vai fracassar por causa do Líbano.

“Se o Irã quer que esta negociação fracasse por causa de um conflito no Líbano, onde estão sendo massacrados – um conflito que não tem nada a ver com eles e que os Estados Unidos nunca disseram que faria parte do cessar-fogo –, essa é uma escolha deles”, declarou Vance antes de partir de Budapeste.

– Cessar-fogo no Líbano, essencial no plano iraniano –

Um cessar-fogo no Líbano constitui uma das “condições essenciais” do Irã enunciadas no plano de dez pontos que apresentou aos Estados Unidos para chegar ao cessar-fogo, reiterou o presidente Masoud Pezeshkian, segundo a agência Isna.

– Israel suspenderá restrições impostas no início da guerra –

A maioria das restrições relacionadas ao estado de emergência imposto em 28 de fevereiro, no início da guerra, será levantada a partir desta quinta-feira na maior parte de Israel, anunciou a Defesa Civil.

Exceto na fronteira norte com o Líbano, onde o Exército israelense continua sua guerra contra o Hezbollah, e até a baía de Haifa, o maior porto de Israel, o resto do país passará, às 3h GMT (0h em Brasília), “a um nível de atividade normal”. 

Os lugares sagrados das três principais religiões monoteístas — judaísmo, cristianismo e islã — em Jerusalém reabrirão nesta quinta.

– Presidente do Parlamento iraniano vê trégua como pouco razoável –

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou nesta quarta que o cessar-fogo e as conversas com os Estados Unidos são “pouco razoáveis” porque, segundo ele, três princípios do acordo já foram violados e citou os ataques contínuos no Líbano, a entrada de um drone em seu espaço aéreo e a negativa ao direito do Irã enriquecer urânio.

“Agora, a mesma ‘base viável sobre a qual negociar’ foi violada de maneira aberta e clara, inclusive antes de as negociações começarem. Em tal situação, um cessar-fogo bilateral ou as negociações são pouco razoáveis”, afirmou.

– Emirados afirmam que Irã deve pagar por ‘danos e reparações’ – 

Os Emirados Árabes Unidos estimaram que o Irã deveria pagar pelos danos causados com seus ataques no Golfo e pediram que os Estados Unidos esclareçam as modalidades da trégua. 

– EUA afirma que Otan ‘lhe deu as costas’ na guerra com Irã –

A Otan “deu as costas” aos Estados Unidos na guerra com o Irã, afirmou a Casa Branca, pouco antes de o secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte, se reunir em particular com o presidente Donald Trump.

burx-eml/cyb/ad-arm/mr/rpr

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