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Argentinos protestam contra cortes nas universidades públicas

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Professores e estudantes universitários argentinos protestam, nesta terça-feira (12), contra os cortes orçamentários na educação superior e para exigir a aplicação de uma lei de financiamento, enquanto o governo de Javier Milei anuncia novos ajustes no setor.

A marcha federal universitária, a quarta desde que Milei assumiu em dezembro de 2023, ocorre após a publicação, na segunda-feira, de uma modificação do orçamento com novos cortes nas áreas de educação e saúde em nome de sua política de equilíbrio fiscal. 

Os universitários exigem a aplicação de uma lei que obriga o governo a garantir recursos para o sistema universitário e atualizá-los pela inflação.

Esta legislação foi aprovada pelo Congresso, mas o presidente argentino a vetou. Posteriormente, os parlamentares ratificaram a norma, mas o governo considerou que ela contraria sua política de equilíbrio fiscal e pediu a intervenção da Suprema Corte, que não tem prazo para resolvê-la.

Com manifestações em diferentes pontos do país, a marcha terá sua concentração na Praça de Maio, em frente à sede da presidência, a partir das 17h00, horário local (mesmo horário em Brasília). 

Sindicatos de professores denunciaram que, nos últimos anos, os salários foram reduzidos em 40% e centenas de docentes renunciaram. 

Um professor em regime de dedicação exclusiva recebe em torno de um milhão de pesos (cerca de 710 dólares ou R$ 3.477) mensais.

“Estamos em uma situação dramática nas universidades e na ciência argentina”, disse nesta terça-feira o reitor da Universidade de Buenos Aires (UBA), Ricardo Gelpi.

A Faculdade de Ciências Exatas da UBA está em greve há três meses. Autoridades dos hospitais universitários denunciaram, por sua vez, que estão à beira do colapso. 

“A única lei que vamos cumprir é a do orçamento”, afirmou o subsecretário de Políticas Universitárias, Alejandro Álvarez, na segunda-feira à imprensa. 

O conflito ocorre em meio a uma queda da arrecadação fiscal, atribuída por analistas à contração do consumo e da atividade, que o governo busca compensar com novos cortes de 2,5 bilhões de pesos em educação, saúde, subsídios e outras áreas.

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