Ataques de ursos na Sibéria deixam seis mortos em um mês
Pelo menos seis pessoas morreram em ataques de ursos em um mês na região siberiana russa de Krasnoyarsk, informou nesta quarta-feira (23) o Ministério Público, que abrirá uma investigação por negligência contra as autoridades locais.
Na região vizinha da Khakassia, o vice-governador Dmitri Buchenik afirmou que a localidade florestal de Abaza, com quase 10.000 habitantes, está cercada de ursos “por todos os lados”.
“Foi uma noite alarmante em Abaza. A localidade está praticamente sob o cerco dos ursos”, declarou. “Alguns dos animais foram afugentados, mas três foram abatidos, e um deles era enorme”, acrescentou.
A população de ursos pardos da Rússia passou de 130.000 em 1990 para quase 308.000 exemplares em 2026, segundo o Ministério de Recursos Naturais.
Apesar dos vários alertas, as autoridades locais “não tomaram medidas para regular a população de predadores, nem para impedir que aparecessem em áreas residenciais”, informou em seu site o Comitê de Investigação da Rússia, que atua nas regiões de Krasnoyarsk e Khakassia, pouco habitadas.
No início do mês, os corpos de dois aposentados foram encontrados em uma floresta perto da cidade remota de Podtyosovo (Krasnoyarsk), com sinais de ataques de ursos.
Em 6 de setembro, um homem de 40 anos morreu ao atravessar a floresta, segundo a imprensa local. Outras três pessoas morreram nas semanas seguintes. A vítima mais recente foi um lenhador de 39 anos que vigiava equipamentos na floresta, segundo os investigadores.
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