O Brasil nunca foi um grande fã da liberdade de expressão, diz o ator e comediante brasileiro Gregório Duvivier. O apresentador do programa semanal "Greg News" no canal HBO Brasil, popular entre os jovens, responde a questões para a série de entrevistas "Vozes Globais da Liberdade".
Este conteúdo foi publicado em
2 minutos
Bruno atua como correspondente da democracia global. Há mais de três décadas trabalhar como correspondente internacional para o canal de televisão e rádio da Suíça germanófona, SRF.
Adapto artigos, produzo vídeos e coordeno o trabalho da equipe envolvida na produção de conteúdo em português.
De ascendência alemã e brasileira, entrei para a SWI swissinfo.ch em 2002. Nascido no Rio de Janeiro, estudei jornalismo e ciência da computação em Brasília e Stuttgart.
Sou um produtor de narrativa visual especializado em produções multimídia longas e serializadas. Eu colaboro com jornalistas para melhorar ferramentas e fluxos de trabalho em todos os idiomas, garantir a conformidade do estilo do conteúdo e liderar a pesquisa e implementação de técnicas visuais inovadoras.
Nasci na Itália e cresci na África. Hoje chamo a Suíça de lar. Estudei direção de cinema na Escola Nacional Italiana de Cinema e trabalhei como editor de documentários e diretor/produtor em Berlim e Viena. Sou especialista na produção multimídia de narrativas envolventes.
“Posso ter uma liberdade de expressão como na Suíça, mas isso tem um preço”, diz Duvivier.
Depois de interpretar um Jesus gay em especial natalino na Netflix, Duvivier e seus colegas da produtora Porta dos Fundos tiveram que ser protegidos por guarda-costas por vários meses. O estúdio também foi incendiado na véspera de Natal.
Nascido no Rio de Janeiro, filho de um artista plástico e de uma cantora, Duvivier começou a viver da comédia na adolescência. Mais tarde começou a atuar, fazer comédia e escrever. Há oito anos comenta sobre a política brasileira em seus canais.
“Sinto-me muito privilegiado por estar trabalhando para a empresa americana HBO, que não tem nenhuma conexão com o governo brasileiro. Lá posso dizer o que quero, desde que não seja crime”, diz o artista de 33 anos.
Duvivier é extremamente crítico sobre a liberdade de expressão no Brasil, o maior e mais populoso país da América Latina (210 milhões de habitantes).
“Acho que a situação nunca esteve tão ruim como agora”. Este governo declarou abertamente guerra às minorias”, diz, acrescentando que, como comediante independente, é impossível ficar calado e não falar. “Minha obrigação é chegar até os limites”.
“O pior problema, o pior risco de limitar a liberdade de expressão, é quando você começa a fazer autocensura”, acrescenta.
O especial de Natal sobre um Jesus gay foi inicialmente proibido pela Justiça brasileirar, mas o STF finalmente decidiu o filme “não atentava contra os preceitos cristãos”.
Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch.
Consulte Mais informação
SWI swissinfo.ch - sucursal da sociedade suíça de radiodifusão SRG SSR
Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós!
Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch.