A Suíça que resistiu
"A outra Suíça - 1940-1944", é o título do livro de um jornalista francês, lançado simutaneamente na França e na Suíça.
Irritado com as criíticas violentas dos últimos anos acerca das relações da Suíça com a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, o jornalista francês Jean-Piierre Richardot, publica um livro para demonstrar que os suíços “não eram a favor dos nazistas”.
Ex-jornalista do jornal “Le Monde”, Richardot nasceu em 1929 e morou na Suíça entre 1942 e 1945. Ele diz que se lembra muito bem do comportamento dos suíços e decidiu escrever o livro 4 anos atrás para reagir “à imagem totalmente negativa da Suíça apresentada ao mundo inteiro nos últimos anos”.
Contra a Suíça de Ziegler
Richardot afirma que o que ele houve atualmente sobre a Suíça não corresponde às suas lembranças nem ao que sabe da Suíça.
Ele diz ainda que grande parte dos intelectuais franceses pensa que a verdade histórica sobre o papel da Suíça durante a Segunda Guerra é a apresentada pelo sociólogo e escritor suíço Jean Ziegler, autor de livros críticos sobre esse período.
O jornalista francês se sentiu, então, no dever de testemunhar. Escreve, por exemplo que, nas regiões de fronteira, muitos suíços ajudaram a Resistência Francesa, movimento que lutou contra a ocupação alemã.
Nem uma coisa nem outra
O livro de Richardot contém pesquisas e testemunhas de 50 suíços de todos os meios que ele próprio entrevistou e que combateram o nazismo. Ele descreve, entre outros, o movimento secreto de resistência A.N.V., criado na Suíça em 1940, e que estava pronto para intervir, inclusive militarmente, se o governo suíço capitulasse diante dos nazistas.
No entanto, o livro não é uma apología da Suíça. O autor também faz severas criíticas ao que chama de “política de sobrevivência” do país.
“A Suíça não foi o modelo de virtude que propagou durante uma época nem o país interessado e sem convicção como foi caricaturado nos últimos anos”, afirma Richardot.
Michel Walter
“Uma outra Suíça – 1940-1945/um bastião contra a Alemanha Nazista”, Jean-Pierre Rchardot/Editino du Félin, Paris e Ed.Labor e FIDES, Genebra.
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