Bórodin volta para interrogatório
Acusado de corrupção pela justiça, o ex-intendente do Kremlin e atual da União Rússia-Bielorrússia, Pavel Borodine, 54 anos, voltou a Genebra para ser interrogado. Ele teria recebido suborno de aproximadamente 25 milhões de dólares, pagos por duas empresas suíças que renovaram o Kremlin.
Os aborrecimentos de Pavel Bórodin começaram o ano passado, com indícios de que teria sido subornado pelas empresas suíças, Mabetex e Mercata, para conseguirem os interessantes contratos de renovação do Kremlin, de que o funcionário russo era intendente.
Bórodin fez pouco caso da acusação. Mas quando viajou em janeiro para a posse do novo presidente norte-americano George W. Bush, foi detido em Nova York, dia 17 daquele mês, com base em mandato internacional de prisão, emitido pela justiça suíça.
Extraditado à Suíça em 7 de abril, ficou apenas 5 dias em cárcere de Genebra. O governo russo pagou fiança de 5 milhões de francos suíços – US$ 2.88 milhões – e ele pôde regressar à Rússia.
A volta de Bórodin à Suíça era tida como improvável, mas aconteceu na quarta-feira, 16. E na quinta de manhã ele se apresenta diante do juiz Dominique Poncet. Mas pode não acontecer nada, até porque Bórodin rejeita as acusações.
Os advogados do ex-intendente do Kremlin estimam que não pode ter havido corrupção, alegando que o caso já foi arquivado pela justiça russa em dezembro.
Um dos problemas para a justiça suíça condenar o alto funcionário russo é o fato de ele ter sido inocentado de acusação de participar em organização criminosa (máfia). Para o Procurador Geral de Genebra, Bernard Bertossa é decisão da justiça foi uma grande decepção.
O perigo agora é que todo a movimentação em torno do caso dê em nada, ou termine em pizza, como se diz no Brasil.
swissinfo com agências.
Ver mais artigos da Swissinfo nos resultados do Google. Saiba mais
Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch
Mostrar mais: Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch
Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós!
Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch.