CICV denuncia situação em Timor Leste
A Cruz Vermelha Internacional que procura socorrer os deslocados em Dili denuncia a "escalada da violência, homicídios gratuitos e cenas de destruição". Prédio do CICV foi atacado a tiros. A residência do bispo, Dom Carlos, também atacada e incendiada...
Em Dili, capital de um Timor Leste, recém-indepedente, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) socorre as milhares de pessoas deslocadas em conseqüência de uma situação descrita como caótica com o terror instaurado pelos milicianos contrários à independência. O CICV estima em pelo menos 25 mil os civis que, aterrorizados, fogiram de casa. No domingo, 2 mil pessoas já se haviam refugiado na sede do comitê em Dili. Os civis procuraram também refúgio nas igrejas ou missões católicas. Mas a situação é descrita como cada vez mais precária. O prédio do CICV foi alvo de tiros. O mesmo ocorreu com a casa do bispo, Dom Carlos Felipe Belo, onde se refugiaram 6 mil pessoas. A casa teria sido também incendiada.
Em comunicado, o Comitê realça que o CICV e o Crescente Vermelho Indonésio são as únicas organizações humanitárias que podem se deslocar na capital de Timor Leste. Observa também que tem atuado unicamente na capital, dispondo de informações sumárias sobre a situação humanitária e sobre o nome de mortos e feridos no interior.
A situação evolui de hora em hora e a pressão é cada vez maior contra a Indonésia acusada pelo representante especial da ONU para Timor Oriental, Jamsheed Marker, de ter fracassado na manutenção da ordem na ex-colônia portuguesa. A ONU reúne testemunhos no sentido de provar que militares indonésios dirigem uma campanha de homicícios praticados por milicianos contrários à independência.
Enquanto isso, a Austrália ja teria retirado da ilha mais de 200 representantes da ONU que fiscalizaram o referendo sobre a independência do dia 30 de agosto.
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