CICV expulso de Timor Leste
Os onze delegados da Cruz Vermelha Internacional em Dili foram expulsos para a Austrália. Os observares estimam que a intenção dos anti-independentistas é evitar que testemunhas estrangeiras constatem o terror reinante em Timor Leste.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) denunciou a “escalada de violência, homicídios gratuitos e cenas de destruição” em Timor Oriental. Nesta segunda-feira, delegados da instituição humanitária foram levados a força para uma delegacia de polícia de onde tiveram que sair para a Austrália.
O CICV e o Crescente Vermelha Indonésio eram as únicas organizações que podiam se deslocar na capital de Timor Leste. O incidente ocorreu em momento em que o CICV se preparava para enviar duas equipes médicas a Dili.
O CICV só pode agir agora a partir de Timor Oeste, onde ainda tem um delegado, colaborando com a Cruz Vermelha Indonésia na assistência aos refugiados que entram na província ao ritmo de 1000 pessoas por hora.
A situação evolui de hora em hora e a pressão é cada vez maior contra a Indonésia acusada pelo representante especial da ONU para Timor Oriental, Jamsheed Marker, de ter fracassado na manutenção da ordem na ex-colônia portuguesa. A ONU reúne testemunhos no sentido de provar que militares indonésios dirigem uma campanha de homicícios praticados por milicianos contrários à independência.
Enquanto isso, a Austrália ja teria retirado da ilha mais de 200 representantes da ONU que fiscalizaram o referendo sobre a independência de Timor Leste do dia 30 de agosto.
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