Empresas suíças acusadas de receptação
Os suíços teriam comprado a maior parte dos bens confiscados aos judeus checos pelos nazistas, durante a ocupação alemã. A conclusão é de uma comissão de inquérito checa, em relatório enviado ao juiz federal americano que dá queixas contra bancos suíços
Durante a ocupação nazista da Boêmia e Morávia, atual República Checa, os bens confiscados aos judeus (ouro, prata, platina e pedras preciosas) eram entregues a empresas alemãs, que os comercializavam para obter divisas estrangeiras e manter a máquina de guerra.
Uma comissão de inquérito checa formada no ano passado encontrou documentos comprovando que empresas suíças eram as principais compradoras desses bens, “conhecimento perfeitamente a orígem dos bens”. A comissão não investigou se essas empresas suíças ainda existem.
Essa documentação foi enviada ao juíz federal americano que dá queixas coletivas das famílias das vítimas confiscadas contra bancos suíços, tentando obter indenizações para as famílias checas das vítimas.
Havia 30 mil queixas na justiça americana contra bancos suíços que, no ano passado, concordaram em pagar 1,15 bilhões de dólares em indenizações.
Claudinê Gonçalves
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