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Manifestações européias pro-Ocalan

No fim de semana, protestos em grandes cidades européias destinam-se a pressionar a Turquia a não executar o líder curdo, Abdullah Ocalan, após confirmação da sentença pela Corte de Cassação turca. Na Suíça os "pontos sensíveis" são Genebra e Berna.

A reação curda foi precedida da decisão tomada quinta-feira pela Corte de Cassação turca de endossar a pena de morte pronunciada dia 29 de junho contra o líder curdo, Abdullah Ocalan, envolvido durante 15 anos na luta armada do Partido dos Trabalhadores do Kurdistão (PKK) no tentativa de criar um Estado curdo independente. A confirmação da sentença de morte pela justiça turca despertou imediata indignação dos curdos espalhados pela Europa. Eles decidiram voltar às ruas no fim de semana para exigir que o governo de Ancara renuncie a aplicar a pena que ainda precisa ser confirmada pelo Parlamento da Turquia. No país, o primeiro-ministro, Bulent Ecevit, e o presidente, Suleyman Demirel, disseram que esperariam também decisão da Corte Européia dos Direitos Humanos, em Estrasburgo (França). Observadores europeus consideram improvável a condenação a morte do “inimigo público numero um” da Turquia. O enforcamento de Ocalan “seria contrário aos interesses do país”, candidato à União Européia que condenou claramente a sentença de morte. Uma decisão importante sobre a candidatura turca deve ser tomada já nos dias 10 e 11 de dezembro por ocasião da cimeira de Helsínqui.
A Suíça tomou conhecimento “com inquietação” da confirmação da sentença de morte contra Abdullah Ocalan, solicitando às autoridades de Ancara que renunciem a executar a sentença.
Resta que o chefe rebelde curdo, Abdullah Ocalan, 50 anos chamado de Apo, é tido como “terrorista de marca maior” pelo governo turco. Já os curdos o consideram um líder carismático que durante 15 anos comandou do exterior a luta armada do PKK, Partido dos Trabalhadores do Curdistão, pela independência. O antigo território curdo faz parte da Turquia, Iraque, Irã e Síria. Cerca de 20 milhões de curdos estão privados desse território próprio desde 1923. E desde 1945 tentam pela negociação ou pela guerra conseguir uma independência, embora Ocalam já limite a reivindicação a uma autonomia ou uma solução federal no quadro da Turquia.
O conflito já deixou 30 mil mortos (gb).

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