Suíça reitera posição sobre Palestina
A exemplo da União Européia, ONU, Estados Unidos e Rússia, a Suíça voltou a pedir a "retirada imediata" das tropas israelenses dos territórios palestinos e liberar Yasser Arafat.
A posição foi reiterada nesta quarta-feira, 10.4, pelo ministro das Relações Exteriores, Joseph Deiss, ao final da reunião semanal dos sete membros do governo federal, em Berna.
Resoluções da ONU
O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, continua sendo o “interlocutor inevitável de Israel e da comunidade internacional”, afirmou Deiss.
A Suíça apóia as resoluções da ONU que reconhecem o direito de Israel ter fronteiras seguras mas também as que afirmam o direito dos palestinos de ter um Estado viável.
Berna condena as operações de represália de Israel e pede a Arafat que lance um apelo para pôr fim aos atentados. O governo suíço está “consternado”, pela degração dramática e pelas violações do direito humanitário no Oriente Médio, declarou o chefe da diplomacia suíça.
Cooperação militar
“As regras humanitárias precisam ser respeitadas antes mesmo do cessar-fogo”, disse Deiss, assinalando que se trata de proteger vidas humanas e as atividades de organizações humanitárias.
O governo suíço também solicitou que o ministro da Defesa, Samuel Schmid, analise uma eventual restrição da cooperação militar com Israel, especialmente as compras de material militar de Israel.
A Suíça compra cerca de fr.180 milhões de francos de munição de Israel, principalmente para artilharia. Devido a lei suíça sobre exportação de material de guerra, a Suíça não pode exportar para regiões em conflito e, portanto, não exporta para Israel, garantiu Joseph Deiss.
swissinfo com agências
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