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Empresa argentina se prepara para produzir vacinas de mRNA

Funcionário do laboratório argentino Sinergium Biotech, que produzirá vacinas anticovid de RNA mensageiro, em Garín, na província de Buenos Aires afp_tickers

A empresa argentina Sinergium Biotech está se preparando para produzir vacinas contra a covid-19 com tecnologia de RNA mensageiro, similares às das farmacêuticas Pfizer e Moderna, que serão destinadas aos países de América Latina através de um convênio com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

“Estamos muito felizes de receber esta tecnologia porque nos permite, no longo prazo, não só desenvolver uma vacina contra a covid, mas também outras vacinas para outras enfermidades”, disse à AFP Fernando Lobos, diretor de desenvolvimento de negócios da Sinergium Biotech.

O projeto será realizado mediante uma associação entre a Sinergium Biotech, que ficará responsável pelo envase, e a também argentina mAbxience, que pertence ao mesmo grupo privado e se encarregará do princípio ativo. A farmacêutica já produz para a América Latina o princípio ativo da vacina anticovid da AstraZeneca.

Agora, as duas companhias deverão “definir o processo de produção e, com base nisso, os investimentos e os equipamentos que faltam”, afirmou Lobos na sede da planta em Garín, nos arredores de Buenos Aires.

“Hoje é o dia zero e começamos a trilhar este caminho. Sabemos que levarão vários meses para entender a tecnologia e fazer os investimentos necessários, antes que possamos pensar em ter um produto para a fase clínica. Não será uma vacina exatamente igual à da Pfizer ou da Moderna. Será uma vacina similar, que resultará de nosso processo de produção”, assinalou.

Além da Argentina, o Brasil também foi selecionado pela Opas para desenvolver e fabricar os imunizantes de RNA mensageiro, através do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), que faz parte da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde.

A meta da Opas é reduzir a dependência de medicamentos, vacinas e insumos médicos produzidos fora da América Latina e do Caribe.

“Temos um trabalho árduo pela frente. Mas somos movidos pela convicção de que a recompensa será uma contribuição para o acesso oportuno e equitativo às vacinas para nossa região, que continua a ser a mais atingida por esta pandemia”, afirmou Jarbas Barbosa, subdiretor da Opas, durante a apresentação da iniciativa na 59ª reunião do Conselho Diretor da Opas, que acontece em formato virtual até sexta-feira (24).

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