Guerra não resolve terrorismo
Em declaração conjunta, representantes das igrejas católica, evangélica e católica-cristã, da Suíça, rejeitam a guerra como arma para combater o terrorismo.
A hierarquia católica e evangélica da Suíça critica a guerra no Afeganistão e duvida da utilidade dos bombardeios. Admite claramente a necessidade de combater o terrorismo, mas estima que a intervenção militar não resolve o problema.
Eliminar as causas
No apelo, divulgado quarta-feira, 17/10, Berna, a Igreja Católica local, Igreja Evangélica e Igreja dos Velhos Católicos (anterior ao Concilio Vaticano 1), estimam que para conseguir uma paz duradoura e sair da espiral da violência é indispensável reconhecer e eliminar as verdadeiras causas, realçando que a violência é de natureza social, econômica, política e cultural.
Citam o exemplo de Cristo que rejeitou todas as formas de violência, mas admitem que no decorrer na história, as mesmas igrejas nem sempre seguiram o modelo.
Os civis são as principais vítimas
No apelo escrevem que os atentados de 11 de setembro ameaçam arrastar o mundo a um “turbilhão de destruições”, envolvendo cristãos e muçulmanos, países industrializados e em desenvolvimento. Duvidando da utilidade dos bombardeios, realçam que são sempre as populações civis que mais sofrem.
E concluem que a intervenção militar deve, em todo o caso, ser acompanhada de outras medidas.
swissinfo com agências.
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