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Israel toma fortaleza estratégica e amplia ofensiva no sul do Líbano

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O exército israelense anunciou neste domingo (31) a tomada da fortaleza medieval de Beaufort, mais uma etapa em seu avanço por terra no sul do Líbano, onde Israel pretende “esmagar” o grupo xiita Hezbollah, aliado do Irã.

O Conselho de Segurança da ONU realizará na tarde de segunda-feira uma reunião de emergência centrada na ampliação da ofensiva de Israel no Líbano, informaram à AFP fontes diplomáticas.

A reunião foi solicitada pela França, cujo presidente, Emmanuel Macron, afirmou que “nada justifica a grande escalada em curso no sul do Líbano” e pediu o fim dos combates “de uma vez por todas”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que “a tomada de Beaufort é uma etapa espetacular e um ponto de inflexão decisivo” na ofensiva.

“Minhas instruções são aprofundar e ampliar nosso controle sobre os locais que estavam sob o controle do Hezbollah”, acrescentou.

Israel também ordenou à população que deixasse uma ampla área no sul do país, entre sua fronteira e o rio Zahrani, a cerca de 40 quilômetros mais ao norte.

Desde o início da guerra, em 2 de março, mais de 3.412 pessoas morreram e mais de um milhão foram deslocadas, segundo as autoridades libanesas. 

Por sua vez, o exército israelense anunciou neste domingo a morte de um soldado, abatido no dia anterior por um drone explosivo do Hezbollah, o que eleva para 25 o número de israelenses mortos no Líbano. 

O avanço de Israel ocorre em paralelo às negociações dos Estados Unidos com o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio. 

O governo iraniano exige que o cessar-fogo no Líbano faça parte de um acordo global.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciou a tomada da fortaleza de Beaufort, mais um passo em seu avanço em direção à região de Nabatieh. 

“Quarenta e quatro anos depois da heroica batalha de Beaufort, e neste dia em que homenageamos os soldados mortos na Primeira Guerra do Líbano (1982), nossas tropas retornaram ao topo de Beaufort e hastearam novamente a bandeira israelense”, declarou.

A fortaleza está localizada em uma elevação rochosa que domina o sul do Líbano e parte do norte de Israel. 

O local tem importância estratégica e simbólica, pois serviu de base para as forças israelenses durante as duas décadas de ocupação do sul do Líbano, que terminaram em 2000.

– “Esmagar” o Hezbollah –

Em 2024, a cidadela obteve uma proteção reforçada da Unesco. O ministro da Cultura libanês, Ghasan Salamé, expressou na sexta-feira sua preocupação com o “grave perigo” a que a ofensiva israelense a expunha. 

Neste domingo, o exército anunciou no X que havia “ampliado suas operações contra alvos do Hezbollah ao norte do rio”.

“Estamos todos decididos a esmagar o poder do Hezbollah e a cumprir a missão: garantir a segurança dos habitantes do norte de Israel”, afirmou Katz. 

O exército israelense anunciou neste domingo que havia “ampliado suas operações contra alvos do Hezbollah ao norte do rio” Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira. 

Em seguida, comunicou ataques contra infraestruturas do Hezbollah em Tiro e em vários outros setores do sul do país. 

O Ministério da Saúde do Líbano informou que 13 funcionários ficaram feridos em um ataque israelense perto de um hospital em Tiro. 

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, denunciou no sábado a “política de terra arrasada e de punição coletiva” de Israel que, segundo ele, “não lhe trará nem segurança nem estabilidade”. 

Contudo, defendeu a continuação das negociações diretas com Israel, iniciadas em abril para resolver o conflito e rejeitadas pelo Hezbollah, por considerá-las “o caminho menos custoso” para o Líbano. 

Uma nova rodada de conversas entre Líbano e Israel, que não mantêm relações diplomáticas, está prevista para os dias 2 e 3 de junho em Washington.

bur-hme-lk/pb/pc/pb/ahg/meb/yr

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