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Os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio

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Seguem abaixo os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio:

– Alta do petróleo –

Os preços do petróleo subiam nesta segunda-feira (6), em meio à pressão da guerra sobre a oferta global.

O barril do WTI para entrega em maio subia 1,86%, aos US$ 113,62, e o do Brent para junho estava em alta de 1,16%, aos US$ 110,30.

– Ataque a Beirute –

Um ataque aéreo israelense a um prédio residencial deixou três mortos neste domingo no leste de Beirute, segundo o Ministério da Saúde libanês. Outras três pessoas ficaram feridas.

– Força da ONU faz advertência a Israel e Hezbollah –

A Força Interina da ONU no Líbano (Unifil) advertiu, após ataques perto de suas posições lançados por Israel e pelo movimento xiita libanês Hezbollah, pró-iraniano, que seu contingente poderia responder com fogo.

– Trump publica mensagem sobre ultimato –

O presidente americano, Donald Trump, pareceu estender o prazo que havia dato ao Irã para aceitar um acordo, após publicar em sua plataforma, Truth Social: “Terça-feira, 8:00 p. m., hora do leste!” (00H00 GMT de quarta-feira, 21h de terça-feira, horário de Brasília).

No ultimato lançado no sábado, o presidente americano tinha dado 48 horas ao Irã para alcançar um acordo que permita reabrir o Estreito de Ormuz, sob a ameaça de destruir as centrais elétricas e as pontes do país. 

Mais cedo, Trump escreveu em sua plataforma, Truth Social: “Abram a porra do Estreito, seus bastardos loucos, ou vão viver no inferno – SÓ OBSERVEM! Louvado seja Alá”. 

– Chefe do Estado-Maior de Israel promete intensificar ataques contra o Hezbollah –

O chefe do Estado-Maior de Israel, tenente-general Eyal Zamir, prometeu intensificar os ataques contra o movimento libanês Hezbollah, durante uma visita às tropas mobilizadas no sul do Líbano.

O exército israelense afirmou ter matado mais de mil membros do Hezbollah, um grupo apoiado pelo Irã, e assegurou que este número continuará aumentando. “O dano infligido ao Hezbollah será intensificado”, disse.

– Presidente do Parlamento do Irã adverte que toda a região ‘vai queimar’ –

O influente presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, advertiu o presidente americano, Donald Trump, que suas “ações insensatas” poderiam fazer toda a região queimar.

“Suas ações insensatas estão arrastando os Estados Unidos para um verdadeiro INFERNO para cada uma das famílias, e toda a nossa região vai queimar porque você insiste em seguir as ordens de Netanyahu”, escreveu no X Qalibaf, em alusão ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

– Israel diz que míssil caiu em Haifa –

O exército israelenses e equipes de socorro afirmaram, neste domingo, que um míssil disparado pelo Irã impactou um edifício residencial na cidade de Haifa. O ataque ocorreu depois que militares advertiram ter detectado uma nova série de bombardeios disparados do Irã. 

– Rússia pede que EUA abandone ‘linguagem dos ultimatos’ –

O ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, disse neste domingo que os Estados Unidos deveriam abandonar “a linguagem dos ultimatos” e voltar às negociações, informou seu gabinete após uma conversa por telefone com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi. 

– Emirados, dispostos a participar de qualquer iniciativa dos EUA para reabrir Ormuz –

Os Emirados Árabes Unidos estão dispostos a aderir a qualquer iniciativa internacional liderada pelos Estados Unidos para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã, declarou o assessor presidencial Anwar Gargash.

Por causa do bloqueio praticamente total desta via marítima estratégica e dos ataques do Irã contra infraestruturas de produção petrolífera dos países do Golfo, as exportações de petróleo têm sido muito prejudicadas.

– Opep+ volta a aumentar cotas de produção em 206.000 bpd –

Os países produtores de petróleo da Opep+ decidiram, neste domingo (5), voltar a aumentar suas cotas de produção, depois que a guerra no Oriente Médio fez dispararem os preços da energia. 

O cartel, que inclui grandes produtores, como Rússia, Arábia Saudita e outros países do Golfo, decidiu implementar a partir de maio um “ajuste da produção” de 206.000 barris por dia (bpd), uma medida similar à adotada em março para a produção de abril.

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