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Tratado de paz negociado na Suíça é assinado em Moçambique

Um acordo de paz "histórico" entre o governo e as forças da oposição foi assinado em Moçambique. A diplomacia suíça foi fundamental na mediação do acordo.

Este conteúdo foi publicado em 07. agosto 2019 - 17:00
O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, à esquerda, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, na terça-feira Keystone / Andre Catueira

Vinte e sete anos após o fim da guerra civil na África Oriental, líderes do governo e do principal grupo da oposição assinaram um acordo na terça-feira (6) em Maputo - a terceira tentativa para garantir uma paz duradoura.

Presente na cerimônia, o ministro suíço das Relações Exteriores, Ignazio Cassis, disse que foi "um dia histórico" que dará um impulso à construção da estabilidade em Moçambique e na região circundante.

Cassis saudou os esforços dos diplomatas suíços que assumiram a presidência do grupo de contato internacional que facilitou as conversações entre o partido no poder e a oposição da Renamo após o início da violência em 2013.

As negociações lideradas pela Suíça levaram a um cessar-fogo temporário em 2016, seguido de um compromisso mais duradouro para acabar com os combates um ano mais tarde e, finalmente, ao acordo de paz de terça-feira.

"A Suíça mais uma vez deu uma contribuição fundamental através de seus bons ofícios e neutralidade, e especialmente seus excelentes profissionais diplomáticos", acrescentou Cassis.

Desenvolvimento de esforços

O tratado chega poucos meses antes das eleições nacionais de outubro, que os analistas dizem que será um teste para a sua viabilidade. A Renamo comprometeu-se a desarmar, mas a reintegração total dos seus antigos combatentes nas forças de segurança ou na vida civil levará algum tempo.

Cassis prometeu que a Suíça continuaria a apoiar Moçambique enquanto enfrenta novos desafios: conter uma insurreição islâmica no norte, bem como se recuperar de um ciclone devastador que atingiu o país no início de 2019.

Na quarta-feira, o ministro suíço visitou vários projetos humanitários suíços no centro do país, uma região particularmente afetada pelo ciclone Idai, que deixou mais de 1.000 pessoas mortas.

Moçambique, que conquistou a independência do domínio colonial português em 1975, continua a ser uma das nações mais pobres do mundo, mas está finalmente começando a explorar enormes jazidas de carvão e gás natural.

Várias empresas multinacionais estão atualmente competindo pelo direito de desenvolver um enorme campo de gás ao largo da costa norte do país, que poderá valer cerca de 30 bilhões de dólares.


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