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Rubio rejeita possível pedágio iraniano em Ormuz e alerta para precedente

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O secretário de Estado americano, Marco Rubio, advertiu nesta quinta-feira (25) que o possível pedágio iraniano aos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz estabeleceria um precedente para outras rotas navegáveis no mundo e poderia provocar um “caos total”. 

“As vias navegáveis internacionais não pertencem a nenhum Estado. Este é um princípio fundamental no mundo atual, sem o qual o mundo estaria mergulhado no caos total”, declarou em uma reunião do Conselho de Cooperação do Golfo, no Bahrein. 

“Se de fato aceitarmos que se pode cobrar dinheiro pelo uso de uma via navegável internacional apenas porque ela está próxima do seu espaço territorial, então isso vai se espalhar pelo mundo como uma espécie de contágio”, acrescentou.

Rubio fez os comentários depois que Irã e Omã anunciaram, esta semana, que estão estudando os “custos” de uma futura administração do Estreito de Ormuz, que ficará responsável por oferecer “serviços marítimos” na região. 

Os termos utilizados pelos dois países provocaram o temor da cobrança de uma taxa para cruzar a rota marítima, pela qual, antes da guerra, trafegava 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos em todo o planeta. 

Nesta quinta-feira, Omã tentou acalmar os ânimos. Durante uma reunião de chanceleres do Golfo em Manama, o ministro das Relações Exteriores do país, Badr Albusaidi, afirmou que “as futuras negociações sobre o estreito não implicarão a imposição de qualquer tipo de taxa de trânsito” em Ormuz.

O chefe da diplomacia americana, que faz sua primeira viagem à região desde a assinatura, entre Washington e Teerã, de um protocolo de acordo destinado a acabar com a guerra no Oriente Médio, declarou que os Estados Unidos desejam um acordo de paz, mas não “a qualquer preço”. 

“Queremos um acordo que seja bom, queremos um acordo que seja real, queremos um acordo que seja verificável e queremos um acordo que seja respeitado”, afirmou diante de seus homólogos dos países do Golfo.

Rubio visitou Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein – países muito afetados pelos ataques iranianos em represália aos bombardeios americanos e israelenses – e assegurou que os interesses dos países do Golfo serão levados em consideração.

“Queremos garantir que nenhuma parte do acordo prejudique, de nenhuma maneira, a segurança, a estabilidade ou a prosperidade de nenhum de nossos parceiros da região do Golfo”, afirmou Rubio.

O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, destacou as “incertezas” que afetam os países do Golfo que abrigam bases militares americanas e pagaram um preço elevado pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. 

lb/th/axn/pc/avl/fp/aa

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