Trump mostra obras do salão de baile da Casa Branca, orçadas em US$ 400 milhões
Donald Trump visitou, nesta terça-feira (19), o canteiro de obras do futuro salão de baile da Casa Branca, um projeto de 400 milhões de dólares (2 bilhões de reais) que seus opositores consideram insensível diante do aumento do custo de vida provocado pela guerra com o Irã.
Em meio ao estrondo de marteladas e serras elétricas, o presidente americano enumerou orgulhoso as características da obra, que, segundo disse, contará até com um telhado à prova de drones.
“Este é um presente para os Estados Unidos”, afirmou Trump aos jornalistas. “Todo este dinheiro é meu e de doadores. É livre de impostos.”
Ele admitiu, no entanto, que a segurança da nova infraestrutura será financiada com recursos públicos. Os republicanos apresentaram um projeto de lei que destina 1 bilhão de dólares (5 bilhões de reais) à segurança vinculada ao salão de baile.
Mas os democratas se opõem firmemente a essa destinação e usam o tema para atacar os republicanos antes das eleições de meio de mandato em novembro, decisivas para o controle do Congresso.
Trump aproveitou a visita para defender seu projeto – cujo custo dobrou em relação à estimativa inicial de 200 milhões de dólares (1 bilhão de reais) – como necessário para a segurança nacional.
Ele disse que, além de receber banquetes para líderes estrangeiros, o novo salão contará com seis andares de instalações subterrâneas, incluindo um hospital militar e salas de reunião.
“O salão de baile vai se transformar em um escudo para proteger o que acontecer no subsolo”, declarou, e acrescentou que os drones “ricocheteariam” no teto do salão, que, segundo ele, será um bom local para franco-atiradores.
“Mas também foi pensado como uma plataforma para drones”, afirmou Trump. “No telhado vamos ter o maior império de drones que alguém já viu e ele vai proteger Washington.”
O presidente exibiu imagens das futuras fachadas do edifício e deu uma infinidade de detalhes sobre a espessura dos vidros, o titânio e o concreto utilizados. Estimou que as obras estarão concluídas em “seis ou sete meses”.
Além das críticas políticas, o salão de baile da Casa Branca enfrenta desafios jurídicos, depois que um juiz federal determinou em abril que sua construção precisa da aprovação do Congresso.
O projeto já implicou a demolição da histórica Ala Leste da Casa Branca, que abrigava os escritórios da primeira-dama, praticamente sem aviso prévio.
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