Copa de 2006: Dempsey não convence
Coletiva à imprensa do representante neo-zelandês, Charles Dempsey, que pela abstenção de voto no Comitê Executivo da FIFA permitiu à Alemanha sediar a Copa do Mundo de 2006, explica mal sua reviravolta...
Charles Dempsey confirmou ter recebido “ameaças telefônicas” e pressões originárias de “interesses europeus” ao falar na conferência coletiva à imprensa em Auckland, capital neo-zelandesa. Essa a razão que avança para explicar porque se absteve de voto, dia 5, o que permitiu à Alemanha ganhar por 12 a sufrágios a 11 da favorita, a África do Sul.
Charles Dempsey afirma que tomou a decisão “pelo futebol e não por razões políticas”. E negou ter recebido mandado da Confederação de Futebol da Oceania (CF0) de votar pela África do Sul. E realçou: “Interesses europeus influentes me fizeram entender que se votasse pela África do Sul, minha decisão teria efeitos negativos para a CFO na FIFA”.
A filha de Dempsey, Josephine King, secretária geral da CFO, disse ter recebido sinal verde de 6 dos 9 membros da confederação para que seu pai se abstivesse. Mas negou-se a indicar de quais eram esses seis países.
Resta que Charles Dempsey não convenceu vários membros da CFO. O representante das Ilhas Cook, Lee Harmon, acha que a abstenção de Dempsey vai trazer mais problemas para a confederação do que se ele tivesse votado pela África do Sul. E o responsável pelo futebol neo-zelandês, Bill MacGowan, duvida da versão de Josephine King.
Enquanto isso, em Zurique, a FIFA exclui nova votação para atribuir a Copa do Mundo de 2006, realçando que a decisão é definitiva. Negou-se ainda a comentar a atitude do neo-zelandês. Para o xerife do futebol mundial trata-se de “um caso pessoal que diz respeito também a Confederação de Futebol da Oceania”.
swissinfo com agências.
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