Mandado de prisão contra 3 executivos da Elf
A justiça de Genebra que investiga escândalo envolvendo Elf, estatal francesa do petróleo, expediu mandado de prisão contra 3 executivos da empresa, acusados de fraudes na compra da refinaria Leuna e da distribuidora Minol, na ex-Alemanha do Leste.
Dois acusados são Hubert Le Blanc-Bellevaux e Alain Guillon, que eram respectivamente encarregado de missão e diretor do setor de refino da Elf-Aquitaine. Ambos estariam implicados em fraude e lavagem de dinheiro quando da aquisição pela Elf, em 1992, das mencionadas refinaria e distribuidora de petróleo na ex-República Democrática Alemã. Foi uma das maiores privatizações na RDA. Parte do dinheiro da transação passou por Genebra (que depois da França passou a investigar o caso). Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz genebrino, Paul Perraudin com base em queixas apresentadas pela Elf.
O juiz pede também encarceramento do empresário André Guelfi e de Alfred Sirven, ex-presidente de Elf International, que tinha sede em Genebra. Ambos suspeitos de envolvimento na maracutaia.
Perraudin está igualmente encarregado da ajuda judiciária solicitada pela França. Ele indiciou de falso testemunho e lavagem de dinheiro, o gestor de fortura de Christine Deviers-Joncour, ex-amante de Roland Dumas, ex-ministro das Relações Exteriores do falecido presidente François Mitterrand. Dumas não exerce no momento seu cargo de presidente do Conselho Constitucional que na França é uma espécie de xerife que controla obediência a leis do país.
O escândalo Elf estaria relacionado com o escândalo Kohl na Alemanha (Caixa 2 para financiamento do partido do ex-chanceler). Parte do dinheiro que mudou de mãos teria terminado nos cofres do partido democrata cristão de Kohl. (gb)
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