Procurador destrinça corrupção russa
O Procurador de Genebra, Bernard Bertossa, admite ligação entre diferentes escândalos russos de corrupção, alerta contra generalizações e considera plausível que grandes somas de dinheiro tenham sido lavadas na Suíça.
O Procurador de Genebra, Bernard Bertossa – um dos magistrados mais em evidência na Suíça – não excluiu conexão entre diferentes casos de escândalos russos examinados atualmente pela justiça. Estima que certas pessoas podem estar envolvidas simultaneamente em escândalo como lavagem de dinheiro pelo “Bank of New York” (possivelmente até dinheiro emprestado à Russia pelo FMI) e outros “affaires” de corrupção implicando altos funcionários russos. É o que afirma em entrevista ao jornal “Tages Anzeiger” de Zurique.
No entanto, Bertossa não menciona nomes de pessoas nem de empresas e alerta contra generalizações. Disse que por exemplo há tentação de mencionar unicamente a empresa Mabetex, sediada na Suíça, suspeita de ter pago subornos para trabalhos de renovação no Kremlin. E admite que há outras firmas implicadas no caso.
“É verossímil” que importantes somas de dinheiro tenham sido lavadas na Suíça, mas afirma não dispor de indícios sobre eventual complicidade dos meios bancários deste país. “Montantes consideráveis” podem ter sido aplicados na Bolsa, acrescenta. (gb)
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