The Swiss voice in the world since 1935
Principais artigos
Democracia suíça
Newsletter

Suíça ainda acredita em paz na Colômbia

Tanques do exército colombiano nas ruas de Bogotá Keystone

As negociações entre o governo e as FARC - Forças Revolucionárias da Colômbia - estão novamente num impasse, antes das eleições legislativas e presidenciais. Os mediadores suíços continuam otimistas.

“Na Colômbia, nada acontece segundo a racionalidade ocidental”. Essa é a posição do embaixador suíço em Bogotá, Viktor Christen, expressa ao sair de uma audência com o presidente da República, Andrés Pastrana, quinta-feira.

Temor de retomada da guerra civil

Depois de 3 anos de negociações com os movimentos guerrilheiros ELN e Farc, o presidente colombiano ameaçou rompê-las e deu um prazo de 48 horas para as Forças Revolucionárias da Colômbia deixarem a zona desmilitarizada que ocupam no sul do país.

Equivalente à superfície da Suíça, essa zona foi aceita pelo governo no início das negociações. Embora Pastrana não tenha precisado a ordem de evacuação, as Farc começaram a deixar a região, quinta-feira.

A ameaça de ruptura das negociações provocou o temor de uma retomada da guerra civil e dos atentados, e suscitou previsões pessimistas da imprensa colombiana.

“Senti que a vontade de negociar continua”, afirmou o embaixador suíço depois do encontro com Pastrana. A Suíça faz parte do grupo de 10 países que formam a “comissão facilitadora” do processo de paz na Colômbia.

Contexto de eleições

“As negociações são feitas entre colombianos. Nós nos contentamos de acompanhá-las mas é a primeira vez que a comunidade internacional pode intervir nesse conflito de quase meio século”, explicou Vicktor Christen.

Além do atividade diplomática da Suíça, várias ONGS suíças têm propostas para a proteção da sociedade civil no conflito colombiano. Além disso, Berna apóia o trabalho da Cruz Vermelha Intercional (CICV) na promoção do direito humanitário.

O atual impasse nas negociações tem a ver com a agenda eleitoral colombiana, com eleições legislativas, em março, e o primeiro turno das presidenciais, em maio.

swissinfo e agências

Mais lidos

Os mais discutidos

Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch

Mostrar mais: Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch

Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós!

Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch.

SWI swissinfo.ch - sucursal da sociedade suíça de radiodifusão SRG SSR

SWI swissinfo.ch - sucursal da sociedade suíça de radiodifusão SRG SSR