Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio
Esses são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio:
– Estreito de Ormuz ficará “livre de presença americana” –
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o controle de seu país sobre o Estreito de Ormuz garantirá um futuro livre de presença americana na região.
“Hoje, ao administrar o Estreito de Ormuz, o Irã concederá a si mesmo e dará aos seus vizinhos um futuro livre da presença e da ingerência dos Estados Unidos”, declarou em um comentário no X, por ocasião da festa nacional do Golfo Pérsico.
– Preço do petróleo cai após alcançar seu máximo em 4 anos –
O preço do petróleo disparou para acima de 126 dólares (629 reais), antes de cair para 113 (564 reais), uma volatilidade que se deve ao impasse da guerra no Oriente Médio e ao temor de que o bloqueio do Estreito de Ormuz se prolongue.
– Líder supremo iraniano afirma que EUA sofreu “derrota vergonhosa” –
“Hoje, dois meses após o maior desdobramento militar e a agressão por parte dos assediadores do mundo na região, e a vergonhosa derrota dos planos dos Estados Unidos, está se desenvolvendo um novo capítulo no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz”, indicou o aiatolá Mojtaba Khamenei em uma mensagem lida na televisão estatal.
– Nove mortos em bombardeios israelenses no sul do Líbano –
Pelo menos nove pessoas morreram em bombardeios israelenses no sul do Líbano, anunciou o Ministério da Saúde libanês, apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em 17 de abril.
Entre os mortos há “duas crianças e cinco mulheres”, segundo o balanço provisório do ministério, que também registra 23 feridos.
– Bloqueio dos EUA ao Irã, “condenado ao fracasso” –
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos seus portos causará perturbações no Golfo, mas não conseguirá alcançar seu objetivo.
“Qualquer tentativa de impor um bloqueio marítimo ou restrições é contrária ao direito internacional (…) e está fadada ao fracasso”, disse Pezeshkian em um comunicado.
– Washington não descarta ideia de uma coalizão para Ormuz –
O governo dos Estados Unidos solicitou às suas embaixadas que tentem persuadir aliados a aderir a uma coalizão internacional encarregada de garantir a segurança no Estreito de Ormuz, informou o Wall Street Journal nesta quinta-feira.
Citando um telegrama do Departamento de Estado, o jornal relatou a existência de uma proposta batizada de “Mecanismo de Liberdade Marítima”, segundo a qual uma coalizão liderada pelos EUA compartilharia informações de inteligência, coordenaria ações diplomáticas e imporia sanções.
– Washington estuda novas operações contra Irã, segundo Axios –
Segundo o veículo Axios, que cita fontes próximas ao assunto, o presidente Donald Trump será informado nesta quinta-feira sobre possíveis novas operações militares contra o Irã.
Essas operações incluiriam uma onda de bombardeios contra infraestruturas e a possibilidade de assumir o controle do Estreito de Ormuz, talvez com a participação de forças terrestres.
– Bloqueio é “altamente eficaz”, diz exército dos EUA –
Ao todo, até o momento, 42 embarcações que tentavam “violar o bloqueio” dos Estados Unidos aos portos iranianos foram interceptadas, e 41 petroleiros não conseguiram deixar a República Islâmica, afirmou o almirante Brad Cooper, comandante americano para o Oriente Médio, enfatizando que o cerco naval imposto por Washington é “altamente eficaz”.
– Trump avalia redução das forças americanas na Alemanha –
Donald Trump afirmou na quarta-feira que considera reduzir as forças armadas dos EUA mobilizadas na Alemanha, após conversas tensas com o chefe de governo do país a respeito do conflito no Irã.
“Uma decisão será tomada muito em breve”, escreveu o magnata republicano em sua plataforma Truth Social, depois que Friedrich Merz afirmou que “os americanos visivelmente não têm nenhuma estratégia” em relação ao Irã.
– Guarda Revolucionária “não tem lugar” no Canadá –
A Guarda Revolucionária, exército ideológico de Teerã, “não tem lugar” no Canadá, afirmou Ottawa na quarta-feira, após dirigentes da Federação Iraniana de Futebol cancelarem sua participação em um congresso da Fifa, alegando “insultos” por parte da polícia de imigração canadense.
Segundo a mídia iraniana, o presidente e o secretário-geral da federação deixaram o Canadá devido ao comportamento insultuoso da polícia de imigração em sua chegada ao aeroporto de Toronto.
– Hegseth na mira dos congressistas americanos –
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, enfrentou duras críticas de congressistas democratas na quarta-feira, em sua primeira aparição parlamentar desde o início da guerra no Irã, que ele estimou ter custado cerca de 25 bilhões de dólares (124 bilhões de reais) até o momento.
– Putin adverte Trump contra retomada de hostilidades no Oriente Médio –
O presidente russo, Vladimir Putin, alertou seu homólogo americano, Donald Trump, em um telefonema, sobre as “consequências inevitáveis e extremamente prejudiciais não apenas para o Irã e seus vizinhos, mas também para toda a comunidade internacional” que uma nova ação militar conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã teria, disse seu assessor diplomático, Yuri Ushakov.
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