Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio
Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio:
– Israel anuncia a morte de um de seus soldados no sul do Líbano –
Um soldado israelense foi morto no sul do Líbano, anunciou o Exército, o que eleva a 21 o número de mortos em suas fileiras desde o início da guerra contra o grupo pró-iraniano Hezbollah no começo de março.
O capitão Maoz Israel Recanati, de 24 anos, “caiu em combate no sul do Líbano”, indicou o Exército, sem fornecer mais detalhes. Do lado israelense, 20 soldados e um contratado civil morreram no país vizinho desde que o conflito começou.
– Ministro do Paquistão chega a Teerã para “facilitar” conversas entre Irã e EUA –
O ministro do Interior do Paquistão chegou a Teerã neste sábado “para facilitar” as conversas de paz entre o Irã e os Estados Unidos, estagnadas apesar de um frágil cessar-fogo, informaram meios de comunicação iranianos.
“Mohsin Naqvi chegou hoje à República Islâmica do Irã em uma visita oficial de dois dias, no âmbito dos esforços contínuos do Paquistão para facilitar as conversas e promover a paz regional”, informou a agência de notícias Tasnim.
A visita ocorre poucos dias depois da viagem do chefe do Exército do Paquistão, o marechal Asim Munir.
– Países europeus dialogam com o Irã sobre o trânsito pelo Estreito de Ormuz –
Vários países europeus negociam com o Irã com o objetivo de obter autorização para cruzar o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o trânsito de petróleo bloqueada desde a eclosão da guerra no Oriente Médio, informou a televisão estatal.
“Após a passagem de navios provenientes de países do leste da Ásia, em particular da China, do Japão e do Paquistão, hoje recebemos informações de que há europeus que iniciaram negociações com a Marinha da Guarda Revolucionária” para cruzar o estreito, anunciou a emissora, sem especificar os nomes desses países.
O bloqueio imposto pelo Irã nessa importante via marítima, pela qual antes do conflito costumavam transitar cerca de 20% dos hidrocarbonetos consumidos em nível mundial, perturba os mercados globais e confere a Teerã um instrumento de pressão estratégico.
– Israel mata comandante do braço militar do Hamas –
O Exército israelense afirmou neste sábado que matou Ezedin Al Hadad, comandante do braço armado do movimento islamista palestino Hamas, em um ataque aéreo.
“O Exército e a agência de segurança interna anunciam que ontem (sexta-feira), em um ataque de precisão na área da Cidade de Gaza, o terrorista Ezedin Al Hadad foi eliminado”, informaram as Forças Armadas israelenses.
O Ministério da Defesa israelense o descreveu como um “terrorista de alto nível (…) comandante do braço militar do Hamas e um dos principais arquitetos do massacre de 7 de outubro de 2023” em Israel.
Dois dirigentes do Hamas confirmaram a morte à AFP.
– Exportações do Iraque por Ormuz registram queda –
As exportações de petróleo do Iraque através do Estreito de Ormuz registraram queda expressiva, a apenas 10 milhões de barris em abril, contra a média de 93 milhões antes da guerra, informou o ministro do Petróleo iraquiano, Bassim Mohammed Khudair.
– Israel ataca o Líbano –
Israel voltou a atacar o sul do Líbano depois de ordenar a saída dos habitantes de nove localidades, apesar de ter prolongado a trégua por 45 dias durante as negociações entre os dois países na sexta-feira em Washington.
“As Forças de Defesa de Israel começaram a atacar infraestruturas do Hezbollah em várias áreas do sul do Líbano”, afirmou o Exército israelense.
A imprensa estatal libanesa relatou ataques em pelo menos cinco localidades.
O Líbano chamou a ampliação da trégua como um “respiro essencial”, mas insistiu na necessidade de “implementar um processo em etapas e verificável”, respaldado por Washington.
– Dubai inaugura feira de arte contemporâneo –
A principal feira de arte contemporânea do Oriente Médio foi inaugurada na sexta-feira em Dubai, apesar da guerra, mas com um mês de atraso.
– Petróleo em alta –
Os preços do petróleo voltaram a subir, com o barril de Brent do Mar do Norte sendo negociado acima de 100 dólares.
– Líbano acusa o Hezbollah –
O primeiro-ministro libanês Nawaf Salam acusou o movimento pró-iraniano Hezbollah de ter levado o país a uma nova guerra “irresponsável” e pediu o apoio dos países árabes e da comunidade internacional nas negociações com Israel.
“Basta destas aventuras irresponsáveis que servem a projetos ou interesses estrangeiros”, disse.
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