Aeroporto de Caracas reabre após graves danos por terremotos na Venezuela
O aeroporto internacional Simón Bolívar, o mais importante da Venezuela e que atende Caracas, retomou nesta terça-feira (1º) suas operações comerciais após os graves danos sofridos durante os terremotos de junho, anunciou o ministro dos Transportes, Francisco Garcés.
Localizado no estado de La Guaira, o mais afetado pelos terremotos de 24 de junho, o aeroporto foi reaberto “depois de um trabalho árduo, intenso, muito importante e, sobretudo, muito profissional”, disse Garcés à imprensa.
Na segunda-feira, por volta das 10h00 locais (11h00 em Brasília), um voo da Coviasa partiu com destino à Cidade do México, segundo um comunicado. Um avião da companhia Global Crossing, procedente de Miami, aterrissou cerca de meia hora depois, informou à AFP um funcionário do aeroporto.
Após a catástrofe de 24 de junho, que deixou mais de 6.500 mortos, o terminal aéreo operou apenas com voos humanitários. A principal pista de pouso ficou parcialmente danificada pelos tremores.
Os voos de carga foram reativados em 5 de agosto.
As operações comerciais foram desviadas para outros terminais aéreos com menor capacidade operacional em Valencia, Maracay e Barquisimeto, a oeste de Caracas, assim como Barcelona, a leste.
“As pistas do aeroporto também estão em pleno funcionamento” e o terminal conta com “todas as medidas de segurança”, afirmou Garcés. Segundo o ministro, os serviços aeronáuticos de “radioajuda”, radares, entre outros, “estão totalmente disponíveis e em pleno funcionamento”.
Dois terminais de embarque e dois de desembarque provisórios foram instalados em grandes tendas ao ar livre, fora da infraestrutura danificada, conforme detalhado pelo aeroporto em suas redes sociais há alguns dias.
Segundo o ministro, o aeroporto inicialmente recuperará 25% das operações que realizava antes do terremoto, aumentando gradualmente para 40% em dois meses e para 60% até o final do ano.
Após os terremotos, os Estados Unidos apoiaram as autoridades venezuelanas com assistência técnica e logística para os voos humanitários que chegaram ao terminal.
Antes dos terremotos, este aeroporto operava 112 voos diários, distribuídos em 56 chegadas e 56 partidas.
Os Estados Unidos e a Venezuela retomaram os voos comerciais em abril, após um hiato de sete anos, marcando um passo em direção à normalização das relações entre os dois países após a captura do presidente deposto, Nicolás Maduro, pelas forças americanas em janeiro.
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