Estabilidade alemã estimulará economia suíça
Com a nova chanceler Angela Merckel à frente do governo de coalisão, os empresários suíços esperam uma estabilização da economia alemã, o que teria repercussões favoráveis na Suíça.
As previsões e aspirações são da economiasuíça, principal organização patronal do país.
Angela Merckel é a primeira mulher a ocupar o cargo de Chanceler na Alemanha. Ela vai dirigir um governo de coalisão entre a democracia cristã e a social-democracia.
O presidente em exercício da Confederação Helvética até o final do ano, Samuel Schmid, enviou uma mensagem de felicitação é nova chanceler em que afirma esperar que Berna e Berlin “reforcem a aprofundem” a colaboração, marcada pela “confiança e pelas relações de boa vizinhança.”
Por outro lado, mais pragmático, Rodolf Walser, economista-chefe de economiasuíça, principal organização patronal do país, disse a swissinfo que o retorno à estabilidade na Alemanha deverá ter um efeito positivo para a Suíça.
“O fato da Alemanha ter um novo governo, com um programa centrado em reformas econômicas cruciais, é uma boa notícia, acrescenta. É importante que o vazio dos últimos dois meses seja preenchido”.
Walser prevê que isso terá uma inflência positiva para a Suíça, em razão do volume importante do comércio bilateral. “Vai reforçar o sentimento de confiança dos consumidores e dos investidores suíços de que a retomada em curso vai prosseguir em 2006”.
Un important volume d’affaires
L’Allemagne pèse 20% des exportations suisses et un tiers des importations. En outre, les Allemands représentent un hôte étranger sur trois pour l’hôtellerie suisse.
Certains observateurs politiques craignent de ne pas voir durer le nouveau gouvernement de coalition, constitué de conservateurs du Parti démocrate-chrétien d’Angela Merckel (CDU), et de représentants du Parti social démocrate (SPD) de l’ex-chancelier Gerhrd Schröder.
Rudolf Walser admite que a coalisão entre os dois grandes partidos rivais levará tempo para se consolidar, mas está convicto que é a melhor opção para a estabilidade da Alemanha porque não há outra alternativa.
“Essa coalisão comporta certas incertezas e riscos, mas é preciso dar uma chance a esse novo governo”, opina.
Um programa claro
Rudolf Walser estima que as reformas econômicas acertadas no acordo deverão ser suficientes para estimular a economia alemã em declínio, apesar da CDU ter sido obrigada a limitar suas pretensões para chegar a um acordo com o SPD.
As reformas acertadas abrangem essencialmente o sistema fiscal de pessoas físicas e das empresas, a flexibilização do mercado de trabalho e a revisão das estruturas federalistas.
“As reformas não vão tão longe quanto eu gostaria mas estão na boa direção. É um programa claro e deverá permitir a retomada da confiança dos consumidores alemães”, interpreta Rudolf Walser.
swissinfo, Matthew Allen
Angela Merckel é a primeira mulher na Chancelaria alemã. Ela é originária da Alemanha do Leste.
Ela chefia o governo de coalisão entre os democratas-cristãos e os social-democratas.
A aliança foi concluída após dois meses de negociações porque nas eleições de 18 de setembro não houve vitória clara de nenhum dos partidos.
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