Caso Salinas perante a justiça de Genebra
Caso de confisco de mais de US$ 100 milhões de Raúl Salinas, irmão do ex-presidente mexicano, Carlos Salinas, volta à atualidade na Suíça. A Justiça de Genebra deve decidir o destino da soma congelada, após anulação do confisco pelo Supremo Tribunal.
O congelamento de mais de 100 milhões de dólares depositados em bancos de Zurique, Genebra e Londres deve ser reexaminado pela justiça de Genebra. A ex-Procuradora Pública da Confederação, Carla Del Ponte, que assumiu dia 15 o cargo de procuradora-chefe do Tribunal Penal Internacional de Haia, Holanda, confiou o dossiê sobre Salinas à justiça genebrina. Del Ponte obedecia ordem do Supremo Tribunal que em julho anulou a confisco, indicando que a decisão não era da competência da Procuradora suíça. Em Genebra, o Procurador Geral do Cantão, Bernard Bertossa, aceitou a incumbência e confiou o dossiê a um juiz que já instruiu processo, contra banqueiro mexicano, relacionado com o caso Salinas.
Este processo contra Raul Salina, irmão do ex-presidente mexicano, Carlos Salinas de Gortari, deverá fazer jurisdição na Suíça, determinando as condições de confisco de dinheiro sujo quando não há condenação. Note-se que Raul Salina está preso no México, depois de condenado por outro crime : assassinato.
Serão necessários ainda vários meses antes de saber que destino dar então a esses mais de 100 milhões de dólares de R. Salinas, congelados em Bancos de Zurique, Genebra e Londres.
O confisco ocorreu depois que a esposa de Raul, Paulina Castañon, tentou retirar importante soma de banco de Genebra, em novembro de 1995.
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