O refúgio suíço do ‘Elvis’ francês
Johnny Hallyday, uma mega estrela do rock francês, morreu ontem de câncer aos 74 anos de idade. O cantor era também bastante popular na Suíça francófona e causou furor e manchetes quando se mudou para o país por motivos fiscais. (RTS / swissinfo.ch)
A carreira da Hallyday estendeu-se por 57 anos. Ele vendeu mais de 110 milhões de álbuns, entre eles “Je t’aime, je t’aime, je t’aime” (1974), “Johnny allume le feu” (Johnny acennde o fogo, 1998), “Le pénitencier” (O penitenciário, 1964) e “Ave Maria” (1982). Alguns dizem que ele era a maior estrela do rock que a França já teve.
O cantor atuou na Suíça desde o início de sua carreira. Seu primeiro show, com 17 anos, foi em “The cricket”, um clube em Genebra. Ele passou a tocar em muitos outros locais do país, especialmente em uma prisão no cantão de Vaud. Ele visitou pela última vez a Suíça em 13 de junho deste ano, apresentando-se em Genebra como parte da turnê “Vieilles Canailles”, com os músicos franceses Eddy Mitchell e Jacques Dutronc.
Residente de Berna
O roqueiro francês não era muito conhecido fora da zona cultural francófona. No entanto, Johnny Hallyday tornou-se famoso em toda a Suíça por algo que não tinha nada a ver com a música. Ele se instalou em 2006 em um chalé na sofisticada estância de Gstaad, nos Alpes Bernenses.
O multimilionário beneficiou-se de um “pacote de impostos” suíço concedido a estrangeiros ricos. O caso foi bastante controverso, pois não atendia à condição inicial que o qualificaria para os descontos de impostos: residir no local pelo menos seis meses do ano. Sua história relançou o debate público sobre os pacotes de impostos, e Johnny finalmente se mudou para a Califórnia e vendeu seu chalé Gstaad em 2015.
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