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Estados Unidos lançam novos ataques contra o Irã

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As forças dos Estados Unidos lançaram ataques nesta terça-feira (1º) contra o Irã pela segunda vez em poucos dias, e o presidente Donald Trump prometeu uma resposta contundente a qualquer represália de Teerã, em um episódio que ameaça reacender o conflito no Oriente Médio.

Os ataques – que começaram às 12h00 (13h00 de Brasília) – ocorreram após “recentes tentativas de agressão por parte da (Guarda Revolucionária iraniana) contra embarcações comerciais no estreito de Ormuz e contra militares americanos mobilizados na região”, informou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) no X.

Trump afirmou em suas redes sociais que a operação era “de grande envergadura e poderosa”.

Se Teerã “retaliar por este ataque tão justificado, será atingido novamente em um nível muito mais duro e de maior intensidade”, acrescentou o republicano.

O Crescente Vermelho iraniano informou que um ataque americano com mísseis atingiu uma casa onde estava sendo realizada uma festa de casamento na cidade de Kuhestak, causando a morte de quatro pessoas, entre elas uma criança, e deixando mais de 50 feridos.

Questionado sobre se o Exército americano recebeu relatos de vítimas civis, o porta-voz do Centcom afirmou que as “Forças Armadas americanas nunca têm civis como alvo, ao contrário da Guarda Revolucionária” do Irã.

A Guarda Revolucionária prometeu que “um severo castigo aguarda os agressores; os Estados Unidos se arrependerão de seus novos ataques”.

A agência de notícias iraniana Tasnim informou mais tarde o início de “uma operação decisiva das forças armadas do Irã em resposta ao inimigo americano”.

Acrescentou nesta terça-feira que bases e interesses americanos na região estavam sendo atacados com mísseis e drones iranianos.

O Exército da Jordânia informou em um comunicado que suas defesas aéreas interceptaram 10 mísseis balísticos lançados pelo Irã, enquanto outros três caíram em áreas remotas, sem registro de vítimas.

 

– “Múltiplas explosões” –

 

Trump disse que os ataques desta terça-feira perto de Ormuz foram uma resposta às minas que Teerã colocou no estreito e ao lançamento de mísseis contra uma base americana na Jordânia na segunda-feira.

A televisão estatal do Irã informou que várias explosões foram ouvidas no sul do país, ao longo do estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos e onde o tráfego de navios diminuiu desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

“Foram ouvidas múltiplas explosões a leste de Bandar Abbas e nas proximidades da ilha de Qeshm”, informou a televisão estatal, acrescentando: “Até o momento, não foram registrados incidentes nem danos”.

Os meios de comunicação estatais também mencionaram quatro projéteis que teriam atingido cidades situadas a leste do estreito. Além disso, informaram que um aeroporto da província iraniana de Kermã, no sul do país, foi alvo de ataques.

Esses ataques americanos ocorreram pouco depois de dois petroleiros terem sido atingidos por “projéteis de origem desconhecida” quando deixavam o estreito, segundo a agência marítima grega Marisks.

O preço do petróleo disparou, e o petróleo bruto WTI, principal referência americana, superou os 90 dólares por barril pela primeira vez desde o fim de julho. Seu equivalente para a Europa, o Brent, subia 4,5%, para 94,56 dólares por barril.

Após uma cúpula de dois dias nos Estados Unidos, os ministros das Finanças do G20 defenderam em um comunicado uma navegação “livre, segura e previsível” através de Ormuz.

Contudo, detalharam que o parágrafo que menciona o estreito foi “aprovado por todos os membros do G20, com exceção da China”.

 

– Diálogos estagnados –

 

O Irã afirmou que quer impor direitos de passagem no estreito, onde a navegação era livre antes do início do conflito. Teerã atacou numerosos navios que acusa de tentar evitar a rota que considera prioritária.

O governo americano, por sua vez, prometeu uma campanha de “asfixia” econômica do Irã, por meio de sanções cujos detalhes e objetivos ainda estão sendo definidos.

Washington também realizou operações no domingo, as primeiras em um mês, contra alvos militares localizados em uma ilha iraniana.

As autoridades iranianas pediram nesta terça-feira uma redução no consumo de gasolina no país, enquanto Teerã enfrenta dificuldades de importação devido ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos.

Os diálogos entre os dois países estão atualmente estagnados, após o fracasso de um protocolo de acordo assinado em junho por Washington e Teerã.

 

aue/ube/cr/am

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