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Furacão Erin inunda áreas costeiras do leste dos EUA

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O furacão Erin provocou inundações em algumas partes do litoral dos estados da Carolina do Norte e da Virgínia na madrugada desta quinta-feira (21), quando fez sua aproximação mais próxima ao continente nos Estados Unidos.

Grandes ondas inundaram a rodovia 12, que conecta a cadeia de ilhas Outer Banks, deixando algumas áreas intransitáveis, conforme mostraram imagens publicadas pelas autoridades locais.

Isso demonstra a capacidade da gigantesca tempestade de gerar marés perigosas a centenas de quilômetros de seu centro.

O canal de notícias local WRAL relatou danos a prédios na ilha Hatteras, especialmente a casas sobre palafitas à beira-mar. A areia carregada pela tempestade cobriu ruas e estacionamentos. 

“Os Outer Banks são extremamente vulneráveis à elevação do nível do mar, pois a terra está afundando lentamente e o nível do mar está subindo, em grande parte devido às mudanças climáticas”, disse à AFP Chip Konrad, professor da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill. 

“Mesmo uma maré de tempestade moderada como a que estamos enfrentando aqui com o furacão Erin pode ter impactos muito significativos”, acrescentou.

Embora a região do Atlântico Médio tenha sofrido o impacto mais severo, o Centro Nacional de Furacões (NHC) instou os banhistas de toda a Costa Leste a evitarem nadar para prevenir condições potencialmente fatais.

Em uma atualização matutina, o NHC informou que Erin, de categoria 2, apresentava ventos de 169 quilômetros por hora e avançava lentamente para o norte-nordeste. Prevê-se que enfraqueça à medida que se move para o mar nos próximos dias.

A temporada de furacões no Atlântico vai de 1º de junho a 30 de novembro.

Apesar de um início relativamente tranquilo, com apenas cinco grandes tempestades, incluindo Erin, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) continua prevendo uma temporada acima do normal.

Os cientistas afirmam que as mudanças climáticas intensificam os ciclones tropicais: oceanos mais quentes geram ventos mais fortes, uma atmosfera mais quente intensifica as chuvas e o aumento do nível do mar amplifica as marés ciclônicas.

Também há evidências, embora menos definitivas, de que as mudanças climáticas estão aumentando a frequência dos furacões.

ia/des/dg/mel/dd/aa

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