Vaticano tenta reaproximação com integristas
A Teologia da Libertação continua marginalizada na Igreja católica mas o Vaticano discute há meses a reintegração de uma das correntes mais tradicionalistas, expulsa da Igreja em 1998 e sediada na Suíça.
Os contatos entre o Vaticano e a Fraternidade de São Pio X começaram há meses mas só foram revelados terça-feira, 20.3. Fundada em 1970 pelo bispo francês Monsenhor Marcel Lefebvre, e sediada em Ecône, no estado do Valais, Suíça, a Pio X é uma corrente tradicionalista que sempre negou as reformas litúrgicas do Concílio Vaticano II e a abertura ecumênica.
Ultra conservadora na prática religiosa e na formação de sacerdotes, a corrente de Ecône atrai sobretudo nostálgicos das velhas tradições da Igreja principalmente da Itália, Espanha e Portugal.
Em 30 de junho de 1988, depois de consagrar solenemente 4 bispos, Lefebvre foi suspenso das funções religiosas e posteriormente excomungado pelo Papa João Paulo II. Da cerimômia também participou o bispo brasileiro Antonio Castro Mayer, falecido em 1991. Na hierarquia da Igreja Catolica Romana, só o Papa pode consagrar bispos. Produziu-se então um cisma na Igreja, com a separação de Ecône. É desse reatamento que se discute atualmente.
Monsenhor Lefbvre faleceu em 1991 mas seu sucessor, D.Bernard Fellay, esteve com o Papa, em Roma, dia 30 de dezembro passado. Antes desse encontro, informa o correspondente de swissinfo, em Roma, George Michel, o Cardeal colombiano Dario Castrillon Hoyos esteve várias vezes em Ecône, como enviado do Papa.
A solução para o impaasse criado pelo cisma seria abribuir à Fraternidade Pio X um estatuto especial chamado prelazia, segundo o qual a Fraternidade responderia diretamente ao Papa e não ao Conselho Epicospal suíço.
swissinfo com agências
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