Itália declara alerta vermelho para onda de calor em Roma e outras quatro cidades
O Ministério da Saúde da Itália declarou, nesta quinta-feira (28), “alerta vermelho”, ou nível 3 (o nível mais alto), nas cidades de Roma, Florença, Bolonha, Turim e Brescia, devido a uma onda de calor que afeta a Europa nesta semana.
As temperaturas, incomuns para o final de maio, devem atingir até 31°C em Turim (norte da Itália); 32°C em Florença e Brescia (ao leste de Milão); 33ºC em Bolonha (com uma sensação térmica de 35°C); e 31°C em Roma, no centro da península.
O nível 3 indica “uma situação de emergência (onda de calor) capaz de causar efeitos nocivos à saúde em indivíduos saudáveis e ativos, e não apenas em grupos de risco, como idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas”, esclareceu o Ministério.
Esse nível máximo de alerta é acionado quando altas temperaturas e condições meteorológicas específicas persistem por três dias consecutivos ou mais.
Desde 25 de maio, o Ministério da Saúde da Itália emite um boletim diário referente a esse fenômeno de calor, avaliando a situação em 27 cidades italianas com previsões que abrangem as próximas 24, 48 e 72 horas.
“Está muito, muito calor. Estamos suando bastante”, disseram à AFPTV Nana Martínez García e María Ángeles Mellinas Tello, duas turistas espanholas, que afirmaram estar “bebendo muita água” e “sempre procurando sombra” quando possível.
“E chapéus. Chapéus são essenciais!”, acrescentaram.
Josh Ren, um turista americano, também adaptou sua rotina às altas temperaturas.
“Acordar cedo, começar as coisas mais cedo, fazer pausas frequentes… ir a museus, ficar em ambientes fechados um pouco mais durante as horas mais quentes…”, enumerou.
Desde o início desta semana, a Europa tem vivenciado uma onda de calor sem precedentes e precoce para maio, um mês de primavera, a qual tem afetado particularmente França, Reino Unido e Itália.
Este fenômeno, batizado por especialistas de “cúpula de calor”, traz ar quente do norte da África, que permanece aprisionado sob um sistema de alta pressão sobre a Europa Ocidental; isso resulta em temperaturas típicas do verão, que tem início em 21 de junho no continente europeu.
Cientistas apontam que as mudanças climáticas induzidas pelo ser humano intensificam eventos climáticos extremos, assim como ondas de calor, secas e enchentes.
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