Netanyahu afirma que Israel deteve chefe de segurança do Hamas em Gaza
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta terça-feira (1º) a captura de um alto dirigente do Hamas durante uma operação em Gaza, onde, além disso, quatro pessoas morreram em intensos bombardeios, segundo autoridades locais.
O Hamas e os meios de comunicação israelenses identificaram o homem como Muein al Arabid, chefe da segurança interna do movimento islamista.
Netanyahu o descreveu como um dos “dirigentes de mais alto escalão” da organização.
“Ele foi responsável por esconder e transferir nossos reféns, dar abrigo a altos funcionários do Hamas, além de fortalecer as capacidades da organização e tentar restabelecer as capacidades do grupo terrorista”, afirmou o primeiro-ministro em um comunicado divulgado por seu gabinete.
Muein al Arabid foi levado para Israel para ser interrogado, informaram em um comunicado o Exército e o serviço de segurança interna Shin Bet de Israel.
Segundo o Ministério do Interior do Hamas, Israel sequestrou o dirigente “depois que ele ficou ferido enquanto enfrentava a força israelense”.
Sua esposa morreu e vários de seus filhos ficaram feridos, acrescentou a mesma fonte.
Mais cedo, socorristas palestinos e testemunhas haviam informado sobre uma operação militar particularmente intensa que causou a morte de quatro pessoas, entre elas três crianças, no oeste da cidade de Gaza.
Além disso, sete pessoas ficaram feridas em consequência de ataques realizados por aviões de combate do Exército israelense.
Um repórter da AFP acompanhou os funerais de duas das vítimas, duas crianças cujos corpos foram envoltos em mortalhas antes de serem levados.
Testemunhas relatam cenas aterrorizantes.
“Um jipe parou no meio da rua e começou a atirar indiscriminadamente para os dois lados. Continuou atirando contra nós por mais de 15 minutos”, relatou à AFP Wafika al Helou.
“Houve tiros” e “cinco ou seis bombardeios em menos de três minutos”, acrescentou outra testemunha, Mutaz Abou Asr.
Enquanto isso, uma fonte de segurança em Gaza negou que Muein al Arabid estivesse envolvido na transferência dos reféns israelenses para Gaza durante o ataque de 7 de outubro.
Em declarações à AFP, afirmou que seu trabalho consistia em “supervisionar os esforços destinados a combater os colaboradores” de Israel.
Os ataques israelenses contra Gaza continuam quase diariamente, apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em outubro de 2025 sob mediação dos Estados Unidos.
Pelo menos 1.326 palestinos morreram no local desde o início do cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde do território sob governo do Hamas, cujos números são considerados confiáveis pela ONU.
Durante esse período, Israel contabilizou a morte de cinco soldados e de um contratado.
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