Nova York proibirá uso de IA nas escolas públicas
Nova York proibirá o uso de inteligência artificial (IA) por alunos das escolas públicas da cidade até o oitavo ano, confirmou o prefeito Zohran Mamdani nesta quarta-feira (2).
A restrição terá duração de um ano e impacto sobre quase 600 mil estudantes da rede pública.
Professores e responsáveis têm se manifestado contra o uso da IA nas escolas por temerem prejuízos à saúde mental e ao desenvolvimento cognitivo das crianças, além do impacto ambiental.
Nos Estados Unidos, os alunos do oitavo ano geralmente têm cerca de 13 anos.
Os “chatbots de companhia” de IA, que oferecem apoio psicológico, serão proibidos em todas as séries.
“A indústria tecnológica quer que acreditemos que a educação infantil impulsionada pela IA não seja apenas inevitável, mas necessária. Mas não vemos dessa forma”, disse Mamdani em um comunicado.
“As crianças precisam de professores e de conexões humanas para aprender e crescer. Elas precisam desenvolver habilidades junto com seus colegas, estabelecer relações com os educadores e enfrentar problemas difíceis por conta própria”, acrescentou.
O uso da IA apenas será permitido no ensino médio, que começa no nono ano no sistema escolar americano, informou à AFP uma fonte próxima ao tema.
Mas esta tecnologia ficará restrita a situações específicas, como o aprendizado sobre a própria inteligência artificial, acrescentou.
Por sua vez, os professores poderão usar IA para preparar aulas e redigir mensagens.
Além disso, o Departamento de Educação de Nova York recomenda limitar o tempo de tela em sala de aula a 45 minutos para alunos do sexto ao oitavo ano e a 30 minutos para os estudantes do ensino fundamental até o quinto ano.
A cidade de Nova York possui a maior distrito escolar dos Estados Unidos, com mais de 900 mil alunos matriculados no ano letivo de 2024-2025.
tu/bpi/hba/lkd/lga/nn/mr/lm/yr/am