Oito estudantes são detidas por ‘incêndio criminoso’ que matou 16 meninas em um internato no Quênia
Oito alunas de um internato feminino queniano foram detidas nesta sexta-feira (29), acusadas de iniciar o incêndio que matou 16 colegas no dia anterior, na cidade de Gilgil, anunciou a polícia.
“Os investigadores continuam colhendo depoimentos e analisando todas as provas disponíveis para reconstruir a sequência dos fatos, apurar todas as circunstâncias do incidente e determinar a motivação”, explicou a polícia do Quênia em comunicado.
“As primeiras investigações identificaram oito alunas como potenciais suspeitas de envolvimento no planejamento e execução do suposto incêndio criminoso”, que “foram detidas e encontram-se sob custódia policial”, acrescentou a polícia.
Dezesseis alunas morreram e 79 ficaram feridas no incêndio que deflagrou na madrugada de quinta-feira em um dormitório da escola eeminina Utumishi, em Gilgil, localizada cerca de 100 quilômetros a norte de Nairóbi.
Segundo a polícia, os dezesseis corpos foram encontrados no dormitório incendiado, localizado no andar superior de um prédio de dois andares que tinha capacidade para 270 estudantes em 135 beliches.
Ainda não foi especificado quantas estudantes estavam no dormitório no momento do incêndio.
Os investigadores continuam trabalhando para “determinar o ponto de origem do incêndio, analisar os vestígios de combustão, identificar possíveis fontes de ignição, a presença de qualquer acelerante e avaliar as instalações elétricas (…) a fim de estabelecer a causa e a sequência exata dos eventos”, afirmou a polícia.
Segundo um comunicado do ministro da Educação do Quênia, Julius Migos Ogamba, a escola “não cumpria com os requisitos de segurança”.
“Em particular, havia superlotação no dormitório e uma das portas de saída estava fechada com chave”, disse.
Muitos estudantes vivem em internatos no Quênia, uma herança dos missionários e da colonização britânica.
Esta não é a primeira vez que alunos são acusados de provocar incêndios em escolas do Quênia. Segundo um informe, só em 2018 houve 63 casos de incêndio provocado em centros de ensino.
No caso do incêndio em Utumishi, o ministro Ogamba afirmou que “dois professores tinham sido informados de que um grupo de alunas do terceiro ano estava planejando fazer um alvoroço, mas não tomaram as medidas necessárias antes do incêndio”.
Segundo o ministro, serão aplicadas “medidas disciplinares” contra os docentes.
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