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ONU confirma tortura de detidos no caso dos estudantes de Ayotzinapa

Familiares dos 43 estudantes assassinados em setembro de 2014 em Iguala, México, recordam as vítimas em 26 de abril de 2018 afp_tickers

A ONU reafirmou nesta quarta-feira a validade de um relatório que emitiu sobre casos de tortura no México contra os detidos pelo desaparecimento dos 43 estudantes de Ayotzinapa, depois que o governo do país o rejeitou argumentando que ele “carece de rigor metodológico”.

“O Escritório de Direitos Humanos reafirma a validade da metodologia e dos resultados de seu relatório sobre denúncias de tortura e acobertamentos no caso Ayotzinapa, após as críticas” do governo mexicano, indicou em um comunicado.

Em 15 de março, o Alto Comissariado dos Direitos Humanos das Nações Unidas no México apresentou um relatório que concluiu que “há fortes elementos de convicção para considerar que ao menos 34 pessoas detidas durante a primeira etapa da investigação sobre o desaparecimento de 43 estudantes de Ayotzinapa (Guerrero, sul) em 2014 foram torturadas e muitas delas detidas arbitrariamente”.

O relatório da ONU apontou elementos da procuradoria, da polícia federal e da Marinha como envolvidos nestas violações que “foram inadequadamente investigadas e encobertas”.

O México rejeitou nesta segunda-feira o relatório da ONU argumentando que suas afirmações “foram prematuras e poderiam afetar o resultado” das investigações.

A ONU reiterou nesta quarta-feira seu pedido às autoridades mexicanas para que implementem as recomendações do relatório e afirmou que “acompanhará de perto” os resultados das investigações sobre estas violações de direitos, pois “até a data ninguém foi apontado como responsável”.

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