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Notícias do Brasil, Portugal e África lusófona

O que diz a imprensa suíça?

Homem carregando pertences frente à destruição na Faixa de Gaza
Palestinos caminham pelo prédio destruído da Padaria Al Nuseirat em um ataque aéreo israelense no campo de refugiados de Nusseirat, na Faixa de Gaza, quarta-feira, 18 de outubro de 2023. (AP Photo/Hatem Moussa) Keystone

Nesta semana, de 14 a 20 de outubro, vasculhamos a imprensa suíça para dar uma visão geral das notícias mais importantes relacionadas ao Brasil, Portugal e África lusófona.

Desafio para a Latam: Avianca e Gol buscam aliado na Argentina

A Avianca, da Colômbia, e a Gol, do Brasil, se uniram sob uma empresa controladora comum, formando o Grupo Abra, com o objetivo de se tornar o grupo de aviação mais forte na América do Sul.

A Avianca, que já possui uma participação minoritária na companhia chilena Sky Airline, agora vinculada ao Grupo Abra, viu essa formação como uma ameaça direta à Latam, a principal companhia aérea da região.

Em um recente desenvolvimento, o Grupo Abra anunciou uma parceria com a Aerolíneas Argentinas para melhorar a conectividade e a qualidade do serviço, uma estratégia que visa fortalecer sua presença no Cone Sul, desafiando ainda mais a posição da Latam no mercado.

Fonte: aerotelegraph.ch 20.10.2023Link externo (em alemão)

Desmatando ilegalmente na Amazônia? Sem problemas

Uma investigação internacional revelou que dinheiro do banco UBS, o maior da Suíça marcado como “verde”, pode estar sendo direcionado para fazendeiros brasileiros envolvidos em práticas questionáveis.

Em nome do Greenpeace, a plataforma investigativa britânica Unearthed, em colaboração com o portal brasileiro “O Joio e o Trigo”, examinou para onde os títulos “verdes” do UBS estavam sendo direcionados no Brasil.

A pesquisa indicou que parte do dinheiro poderia ter sido direcionada a fazendeiros condenados por grandes desmatamentos e que também estão sendo investigados por manter menores em condições semelhantes à escravidão.

Entre os beneficiários estão nomes controversos como Antônio Galvan, presidente da Aprosoja, que foi condenado por desmatamento ilegal e está sendo investigado por suposto envolvimento em um ataque planejado ao Congresso Brasileiro.

Ao ser confrontado sobre as alegações, o UBS respondeu que apoia seus clientes na transição para práticas mais sustentáveis e não presta serviços a empresas envolvidas na extração ilegal de madeira ou florestas de alto valor de conservação. No entanto, a instituição financeira deixou perguntas mais detalhadas sem resposta. 

Fonte: WOZ, 19.10.2023Link externo (em alemão)

Portugal é destino preferido de aposentados suíços 

Um grande número de novos aposentados suíços optam por emigrar à Portugal, enquanto fora da Europa, a Tailândia é o destino mais popular.

Este padrão foi observado em uma análise do Depto. Federal de Seguros Sociais. Apesar de uma breve queda durante a pandemia do coronavírus, a emigração da Suíça tem aumentado anualmente. Ao avaliar os novos aposentados de 2016, foi constatado que dois terços ainda viviam na Suíça no final de 2021, enquanto um terço recebia sua pensão no exterior.

Para ser elegível ao seguro de velhice e subsídio por incapacidade (AHV/IV) na Suíça, é necessário ter contribuído por pelo menos um ano. Os residentes suíços e todos os trabalhadores fronteiriços que trabalham na Suíça estão cobertos pelo AHV. Na idade de aposentadoria, os beneficiários podem receber uma pensão AHV independentemente da nacionalidade, desde que o país em que residem tenha um acordo de seguridade social com a Suíça.

No entanto, cidadãos de países sem tal acordo não recebem a pensão se residirem no exterior, mas têm direito a um reembolso único de suas contribuições.

Em 2016, 126.200 pessoas começaram a receber uma pensão de velhice AHV, e até o final de 2021, dois terços delas ainda estavam na Suíça. No entanto, apenas 5% emigraram cinco anos antes ou depois de começarem a receber sua pensão. Desses que emigraram, 83% foram para um país europeu, com Portugal liderando com 15%. A Tailândia foi o principal destino fora da Europa, atraindo 3% dos novos pensionistas, dos quais 95% eram suíços.

Fonte: sozialesicherheit.ch, 19.10.2023Link externo (em alemão)

Suíça aprova resolução proposta pelo Brasil

O Conselho de Segurança da ONU trabalha arduamente para encontrar uma solução conjunta para o conflito crescente no Oriente Médio, especialmente à luz da deterioração da situação humanitária. Uma proposta inicial da Rússia foi rejeitada por não condenar explicitamente os atos do Hamas.

Sob a liderança do Brasil, um novo projeto de resolução foi preparado, condenando a violência contra civis e pedindo a libertação de reféns e o fim do bloqueio por Israel. No entanto, a resolução não foi aprovada devido ao veto dos EUA, que se opuseram porque o documento não reconhecia explicitamente o direito de Israel à autodefesa.

A falha em aprovar a resolução causou desapontamento entre a maioria dos membros do Conselho de Segurança. A posição dos EUA foi uma fonte de controvérsia, uma vez que impediu a unidade do Conselho e deixou a ONU em silêncio face à crise. Membros como a Suíça expressaram preocupação com a situação humanitária, com relatos de um milhão de pessoas sem acesso a serviços básicos.

Figuras proeminentes, incluindo a embaixadora suíça Pascale Baeriswyl e o Coordenador Especial da ONU para a Paz no Oriente Médio, Tor Wennesland, destacaram a necessidade urgente de uma solução coletiva e apoio a futuras iniciativas. Wennesland alertou sobre o risco iminente de um agravamento e expansão do conflito, dada a falta de progresso na mediação da ONU.

Fonte: Aargauer Zeitung 18.10.2023Link externo (em alemão) 

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Publicaremos nossa próxima revista da imprensa suíça em 20 de outubro. Enquanto isso, tenha um bom fim de semana e boa leitura!

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