UE confirma sanções contra colonos extremistas israelenses
A União Europeia confirmou, nesta quinta-feira (28), que impôs sanções a colonos extremistas israelenses responsáveis por atos de violência contra palestinos na Cisjordânia.
Quatro entidades e três indivíduos foram sancionados por “abusos graves e sistemáticos” contra palestinos, indicou o Conselho da UE, que representa os Estados-membros, em um comunicado.
Esta confirmação ocorre após um acordo alcançado pelos 27 durante uma reunião de seus ministros das Relações Exteriores neste mês.
A organização Nachala e sua diretora, Daniella Weiss, foram sancionadas por terem incentivado e facilitado atos de violência que levaram ao “deslocamento forçado” de palestinos, segundo o comunicado.
A ONG israelense Regavim e seu diretor, Meir Deutsch, também foram alvos destas sanções após pressionarem a favor da “demolição” de propriedades palestinas na Cisjordânia.
As outras organizações e indivíduos mencionados pela UE são a ONG Hashomer Yosh e seu diretor, Avichai Suissa, assim como a associação Amana.
Estas medidas, que previam o congelamento de ativos na União Europeia e a proibição de entrar em seu território, foram bloqueadas durante meses pelo veto da Hungria, governada na época pelo nacionalista Viktor Orbán.
Mas a vitória neste país do conservador pró-europeu Peter Magyar nas eleições legislativas de 12 de abril permitiu alcançar um acordo político prévio a esta adoção formal.
A Cisjordânia, um território palestino cenário de episódios violentos diários, é ocupada por Israel desde 1967.
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