Várias regiões do sul da Inglaterra enfrentam “seca severa”
Algumas regiões do sul da Inglaterra passaram a enfrentar uma situação de “seca severa”, após um período de abril a setembro considerado “o mais seco em mais de um século”, com consequências para os níveis de água dos reservatórios dessas regiões, informou nesta quinta-feira (15) o Ministério do Meio Ambiente em um comunicado.
O Reino Unido enfrentou em 2026 o verão mais quente desde o início dos registros, com várias ondas de calor consecutivas, uma seca excepcional e chuvas praticamente inexistentes. Uma situação sem precedentes desde 1836.
Mais de 80% da Inglaterra enfrenta uma situação de seca, informou na sexta-feira passada a Agência de Meio Ambiente.
A ativação do nível máximo de alerta para seca em várias regiões responde a “preocupações específicas” relacionadas a dois grandes reservatórios da região.
Um deles abastece 95.000 residências e está com 19% de sua capacidade, enquanto o outro fornece água a 300.000 lares e está com apenas 16%.
Nesta época do ano, o nível de água dos reservatórios costuma ficar em torno de 75%, segundo o Ministério do Meio Ambiente britânico.
As empresas de abastecimento de água foram “instadas a reforçar seus planos de gestão da seca”, enquanto o governo “está tomando medidas para preservar o abastecimento aos consumidores”, acrescentou.
“O calor recorde do verão e a seca severa submeteram nossos recursos hídricos a uma pressão imensa”, declarou Philip Duffy, diretor-executivo da Agência de Meio Ambiente, citado no comunicado.
“O retorno à normalidade depende tanto das chuvas quanto da quantidade de água que consumimos. Não podemos mudar o tempo, mas as empresas de abastecimento de água podem agir desde já”, reforçando os controles e tentando limitar o desperdício, acrescentou.
Em setembro, a Inglaterra registrou um volume de chuvas equivalente a 65% da média habitual para o mês, enquanto o nível de água dos reservatórios ficou em 55%, segundo a agência.
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