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Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio

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Seguem abaixo os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio:

-Trump pede a Netanyahu que detenha ataques à infraestrutura energética no Irã –

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que não atacasse novamente os campos de gás iranianos, após Teerã ter atingido instalações de energia do Catar. 

“Eu disse a ele: ‘Não faça isso’, e ele não fará”, disse Trump após receber a primeira-ministra japonesa no Salão Oval.

– EUA aprova venda de armas a países do Golfo –

Os Estados Unidos anunciaram a aprovação da venda de armas no valor de US$ 16,46 bilhões (R$ 86,5 bilhões) para os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait, dois países do Golfo gravemente afetados pela guerra com o Irã, informou o Departamento de Estado.

– Órgão marítimo da ONU pede corredor em Ormuz –

A Organização Marítima Internacional (OMI) pediu a criação de um “corredor marítimo seguro” no Golfo para evacuar embarcações bloqueadas e condenou o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em uma declaração adotada por seus membros. 

A agência da ONU indicou que esse corredor deve ser estabelecido como “uma medida urgente e provisória” para “facilitar a evacuação de navios mercantes de áreas de alto risco e afetadas para um local seguro”.

– “Prova clara” –

O primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, afirmou que o ataque do Irã contra a principal infraestrutura gasífera do país é uma “prova clara” de que Teerã mente quando diz que ataca apenas interesses americanos no Golfo.

– Itália e Dinamarca alertam sobre onda migratória –

Dinamarca e Itália instaram o reforço aos controles fronteiriços e afirmaram que a Europa não pode “assumir o risco” de que se repita a onda migratória de 2015 e 2016 por causa da guerra no Oriente Médio.

Centenas de milhares de refugiados sírios que fugiam da guerra chegaram à Europa durante a crise migratória de 2015.

– Sem “prazo definitivo” para terminar a guerra, diz o Pentágono –

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que não há “um prazo definitivo” para acabar com a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro. 

Hegseth disse aos jornalistas: “Estamos no caminho certo”. “Em última instância, será o presidente quem decidirá quando vamos dizer: ‘Ok, cumprimos o que precisávamos'”.

– Chanceler do Irã diz que não haverá “moderação” em caso de novos ataques –

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, advertiu que não exercerá nenhuma “moderação” em caso de novos ataques contra a infraestrutura energética.

“Nossa resposta ao ataque de Israel contra nossa infraestrutura utilizou apenas uma FRAÇÃO do nosso poderio”, afirmou Araghchi no X. “Não haverá qualquer moderação se nossas infraestruturas forem atacadas novamente”.

– EUA podem suspender sanções de petróleo iraniano já embarcado –

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que Washington poderia “suspender as sanções” sobre o petróleo iraniano que já está embarcado e em alto‑mar, diante da disparada incontrolável dos preços da energia.

– OMC prevê forte desaceleração do comércio mundial –

A Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê uma forte desaceleração no comércio global de mercadorias este ano, com crescimento limitado a 1,4% caso os preços da energia permaneçam elevados devido à guerra no Oriente Médio em comparação com 4,6% em 2025. 

“Aumentos sustentados nos preços da energia podem agravar os riscos para o comércio global, com potenciais repercussões na segurança alimentar e pressões de custos para consumidores e empresas”, alertou a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala.  

– Seis países preparados para “contribuir” com a segurança no Estreito de Ormuz –

Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Japão e Países Baixos condenaram as recentes represálias iranianas contra infraestruturas energéticas no Golfo e se declararam “dispostos a contribuir” para a segurança no Estreito de Ormuz, fechado de fato por Teerã.

– Irã reitera ameaças contra instalações de energia da região –

O Exército do Irã reiterou as ameaças de “destruir” infraestruturas de energia no Oriente Médio em caso de um novo ataque contra suas instalações.

– Hezbollah afirma que luta contra avanço israelense no sul do Líbano –

O grupo libanês pró-Irã Hezbollah afirmou que está lutando contra o avanço do Exército de Israel no sul do Líbano. Segundo uma fonte próxima da ONU, o Exército israelense avança lentamente, destruindo “sistematicamente” os vilarejos em seu caminho.

– Cotação do petróleo dispara novamente –

Os preços do petróleo subiam novamente nesta quinta-feira, após os ataques contra instalações de energia no Irã e no Catar. 

O preço do petróleo bruto americano WT  subiu brevemente mais de 5% nesta quinta-feira, ultrapassando os US$ 100 por barril, mas conteve os ganhos durante o pregão. Por volta das 16h45 GMT (13h45 em Brasília), o WTI estava em alta de 3,13%, cotado a US$ 99,33 por barril, enquanto o petróleo Brent, referência global, subia 3,38%, para US$ 111,01 por barril. 

As bolsas europeias fecharam com fortes perdas: Paris caiu 2,03%, Frankfurt 2,82%, Londres 2,35%, Milão 2,32% e Madri 2,27%.

burs-ahg/fp/aa/mvv

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