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Opep+ aumenta suas cotas de produção de petróleo

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A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) anunciou, neste domingo (7), um novo aumento de suas cotas de produção para o mês de julho, embora não possa aplicá-lo enquanto a guerra no Oriente Médio continuar.

Sete dos 21 países-membros da organização (Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã) “decidiram implementar um ajuste de produção de 188.000 barris por dia” para julho, anunciou o grupo em um comunicado em seu site.

Trata-se de um volume similar ao dos meses anteriores, como parte de uma mudança de estratégia.

Em 2023, o cartel lutou contra a queda dos preços do petróleo com “cortes voluntários” de sua produção, mas a partir de abril de 2025, injetou progressivamente barris adicionais no mercado.

A capacidade de produção ainda inexplorada se concentra nos países do Golfo, cujas exportações diminuíram drasticamente devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, orquestrado pelo Irã desde o início da guerra no Oriente Médio. 

Como consequência disso, a produção total da Opep+ caiu cerca de dez milhões de barris diários entre fevereiro e abril, segundo dados oficiais.

Assim, o anúncio deste domingo “não significa grande coisa, enquanto o Estreito de Ormuz continuar fechado”, explica Jorge Leon, analista da Rystad Energy.

Na prática, o grupo pode fazer muito pouco para combater a instabilidade do mercado.

E a Rússia, cujas instalações petroleiras são atacadas regularmente pela Ucrânia, “também se torna um fator de restrição” dentro do grupo, “com uma cota que aumenta enquanto a produção real segue estando muito abaixo do objetivo”, afirma Leon.

Por estes motivos, o anúncio não deveria ter nenhum impacto no preço do barril na segunda-feira, na abertura dos mercados, que estarão mais influenciados pela guerra no Oriente Médio, onde as negociações de paz parecem estagnadas. 

A decisão é “mais um sinal político que um verdadeiro impulso para a oferta”, resume Leon.

A Opep+ tenta manter a coesão após a comentada saída dos Emirados Árabes Unidos do cartel, em 1º de maio, que pôs em destaque um enfraquecimento da organização. 

Mas para os países-membros, “o verdadeiro desafio surgirá uma vez que os fluxos se normalizarem”, quando “o tema já não seja quanto a Opep+ pode produzir, mas quem está disposto a reduzir” seus volumes para não inundar o mercado, destaca o analista.

pml/ib/erl/hgs/mvv

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