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Os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio

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Seguem abaixo os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio:

– Trump diz que negociadores do Irã temem ser mortos –

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta quarta-feira que está em negociações de paz com o Irã, e sugeriu que o desmentido de Teerã decorre do medo dos negociadores iranianos de serem mortos.

“Eles estão negociando e querem muito chegar a um acordo. Mas têm medo de dizê-lo, porque temem ser assassinados por sua própria gente”, disse o presidente, durante um jantar com congressistas republicanos.

– Austrália proíbe visitantes do Irã –  

A Austrália proibiu nesta quinta-feira (26) a entrada de visitantes procedentes do Irã, alegando que a guerra no Oriente Médio aumenta o risco de eles se negarem a retornar para seu país. 

Nos próximos seis meses, pessoas com passaporte iraniano estarão proibidas de visitar a Austrália a turismo ou a trabalho, informou o Departamento de Assuntos Internos.

– Hezbollah afirma que negociar com Israel seria rendição – 

O líder do grupo libanês pró-Irã Hezbollah, Naim Qasem, afirmou nesta quarta-feira que negociar com Israel sob fogo equivaleria a uma “rendição” para o Líbano.

O Hezbollah disse hoje ter lançado mais de 80 ataques contra Israel, o número mais alto reivindicado pelo grupo apoiado pelo Irã desde o início da guerra. Também declarou ter atacado forças israelenses em nove localidades na fronteira.

– EUA diz ter destruído ‘dois terços’ da fabricação iraniana de drones e mísseis – 

Os Estados Unidos “danificaram ou destruíram dois terços” da capacidade iraniana de fabricação de drones e mísseis, bem como de seus estaleiros, afirmou hoje o almirante Brad Cooper, titular do Comando Militar americano para o Oriente Médio (Centcom).

Teerã “perdeu a capacidade de projetar de maneira significativa seu poder naval e sua influência na região e em todo o mundo”, acrescentou Cooper.

– Kuwait prende seis pessoas ligadas ao Hezbollah – 

O Ministério do Interior do Kuwait anunciou a prisão de seis pessoas ligadas ao movimento libanês pró-Irã Hezbollah, acusadas de planejar “assassinatos” no emirado.

– Irã afirma que não pretende negociar –

O Irã “não tem a intenção de negociar”, mas sim de “continuar resistindo”, afirmou na noite desta quarta-feira (25) o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, sobre as conversas mencionadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump nos últimos dois dias, mas desmentidas por Teerã.

Que os Estados Unidos “falem de negociações agora é um reconhecimento de derrota” por parte de Washington, avaliou também o chefe da diplomacia iraniana em declarações à televisão estatal.

A República Islâmica quer “pôr fim à guerra em seus próprios termos”, “de tal maneira que não volte a se repetir nunca mais”, acrescentou Araghchi.

– EUA ameaça causar ‘inferno’ –

As negociações com o Irã continuam, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que alertou que o presidente Donald Trump “vai desencadear o inferno” caso não haja acordo. 

– Irã ameaça atacar estreito –

O Irã abrirá “uma nova frente”, em um estreito-chave para o tráfego marítimo mundial, no caso de uma invasão terrestre dos Estados Unidos, declarou nesta quarta-feira uma fonte militar citada pela agência Tasnim.

Bab el-Mandeb, uma passagem obrigatória para o Canal de Suez, “está entre os estreitos mais estratégicos do mundo, e o Irã possui tanto a vontade quanto a capacidade de gerar uma ameaça”, advertiu a fonte.

– Ocupação de ilha –

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, publicou hoje no X que “os inimigos” da república islâmica se preparam para invadir uma de suas ilhas no Golfo, com a ajuda de um país da região. Caso isso aconteça, “toda a infraestrutura vital desse Estado será alvo de ataques incessantes”, advertiu.

– Países do Golfo pedem ação ao Iraque –

Países do Golfo e a Jordânia pediram ao governo iraquiano que tome medidas imediatas para impedir os ataques de grupos pró-Irã a partir de seu território.

– Israel amplia ‘zona-tampão’ no Líbano –

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que seu país está expandindo a “zona-tampão” no Líbano, para “eliminar a ameaça de mísseis” do grupo pró-Irã Hezbollah, segundo um vídeo divulgado por seu gabinete.

– Advertência da ONU sobre o Líbano –

O “modelo de Gaza”, devastada pela guerra entre Israel e Hamas, “não deve ser replicado no Líbano”, pediu o secretário-geral da ONU, António Guterres, alarmado com uma guerra “fora de controle” no Oriente Médio.

– Alemanha critica política de Trump –

O ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, criticou a “má política” do presidente dos EUA, Donald Trump, em relação ao Irã, alegando que “ela tem um impacto direto no bolso dos cidadãos”. 

Ele acrescentou que isso é agravado pelos lucros de “certas empresas” petrolíferas. Algo “vergonhoso, desleal e, de certa forma, antipatriótico”, insistiu.

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