Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio
Seguem abaixo os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio:
– Sem “prazo definitivo” para terminar a guerra, diz o Pentágono –
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que não há “um prazo definitivo” para acabar com a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro.
Hegseth disse aos jornalistas: “Estamos no caminho certo”. “Em última instância, será o presidente quem decidirá quando vamos dizer: ‘Ok, cumprimos o que precisávamos'”
– Chanceler do Irã diz que não haverá “moderação” em caso de novos ataques –
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, advertiu que não exercerá nenhuma “moderação” em caso de novos ataques contra a infraestrutura energética.
“Nossa resposta ao ataque de Israel contra nossa infraestrutura utilizou apenas uma FRAÇÃO do nosso poderio”, afirmou Araghchi no X. “Não haverá qualquer moderação se nossas infraestruturas forem atacadas novamente”.
– EUA podem retirar sanções do petróleo iraniano já embarcado –
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que Washington poderia “retirar as sanções” sobre o petróleo iraniano que já está embarcado e em alto‑mar, diante da disparada incontrolável dos preços da energia devido à guerra no Oriente Médio.
– OMC prevê forte desaceleração do comércio mundial –
A Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê uma forte desaceleração no comércio global de mercadorias este ano, com crescimento limitado a 1,4% caso os preços da energia permaneçam elevados devido à guerra no Oriente Médio, em comparação com 4,6% em 2025.
“Aumentos sustentados nos preços da energia podem agravar os riscos para o comércio global, com potenciais repercussões na segurança alimentar e pressões de custos para consumidores e empresas”, alertou a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala.
– Seis países preparados para “contribuir” com a segurança no Estreito de Ormuz –
Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Japão e Países Baixos condenaram as recentes represálias iranianas contra infraestruturas energéticas no Golfo e se declararam “dispostos a contribuir” para a segurança no Estreito de Ormuz, fechado de fato por Teerã.
Em tempos normais, 20% do petróleo e do Gás Natural Liquefeito consumidos a nível mundial passam por este estreito. Seu fechamento de fato por parte do Irã desde o início da guerra agravou os problemas logísticos e elevou o preço do barril de petróleo para uma cotação acima de 110 dólares.
– Irã reitera ameaças contra instalações de energia da região –
O Exército do Irã reiterou as ameaças de “destruir” infraestruturas de energia no Oriente Médio em caso de um novo ataque contra suas instalações.
– Hezbollah afirma que luta contra avanço israelense no sul do Líbano –
O grupo libanês pró-Irã Hezbollah afirmou que está lutando contra o avanço do Exército de Israel no sul do Líbano. Segundo uma fonte próxima da ONU, o Exército israelense avança lentamente, destruindo “sistematicamente” os vilarejos em seu caminho.
– Chanceler de Omã critica EUA por guerra com o Irã –
O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi, classificou de “ataque ilegal” a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, apesar de um acordo de paz ser “realmente possível”.
O diplomata responsabilizou a “liderança israelense” por convencer Trump a buscar uma “rendição incondicional” do Irã.
– Quatro mulheres mortas na Cisjordânia por fragmentos de míssil iraniano –
O Ministério da Saúde palestino anunciou a morte de uma quarta mulher, grávida de seis meses, um dia após a queda de fragmentos de um míssil iraniano na Cisjordânia.
– Cotação do petróleo dispara novamente –
Os preços do petróleo subiam novamente nesta quinta-feira, após os ataques contra instalações de energia no Irã e no Catar.
O preço do barril de Brent do Mar do Norte subia quase 7%, a 114,68 dólares, pouco depois de avançar mais de 10%. A cotação do gás europeu disparava 35%.
– Trump ameaça destruir campos de gás do Irã –
Donald Trump ameaçou destruir os campos de gás iranianos se Teerã prosseguir com os ataques contra o Catar, o segundo maior exportador mundial de gás natural liquefeito.
– Incêndios em duas refinarias de petróleo no Kuwait –
Duas refinarias da empresa de petróleo nacional kuwaitiana sofreram incêndios após ataques com drones, informou o Ministério da Informação do Kuwait.
– Dois combatentes de grupo pró-Irã mortos no Iraque –
Dois combatentes das Forças de Mobilização Popular (Hashd al Shaabi), uma aliança de ex-paramilitares iraquianos que reúne grupos pró-Irã, morreram em bombardeios de Israel e dos Estados Unidos.
– Irã vai boicotar os Estados Unidos, não a Copa do Mundo-
O presidente da Federação de Futebol do Irã, Mehdi Tach, disse que o país vai “boicotar os Estados Unidos, mas não a Copa do Mundo”.
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