Melhora da economia europeia reduz emigração para a Suíça

O número de trabalhadores da União Européia que vêm à Suíça diminuiu a metade do ano passado, desde o pico em 2013. A imigração líquida da UE ficou em 30.799 em 2017, informa o jornal NZZ am Sonntag, abaixo dos 60.957 que vieram quatro anos antes.

Este conteúdo foi publicado em 16. janeiro 2018 - 10:20
swissinfo.ch com agências
As relações entre a UE e a Suíça andam estremecidas por conta do tema da imigração Keystone


A principal razão para o declínio dos números é a melhoria da situação econômica em muitos países da UE, de acordo com a Secretaria de Estado de Migração. Portugal registrou uma tendência de imigração negativa no ano passado, houve 32% menos de imigrantes da Itália e uma queda de 10% da Alemanha.

No entanto, o conservador Partido Popular Suíço (SVP/UDC) diz que irá prosseguir com os planos de uma nova iniciativa para reduzir a imigração. O chefe do partido Albert Rösti disse ao jornal que uma média de 80.000 imigrantes por ano, no total, a longo prazo é uma quantidade inadministrável. No ano passado, a taxa de imigração líquida de todos os países foi de 53.200.

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Em 2014, os eleitores suíços apoiaram um referendo para conter imigrantes, mas o Partido Popular está descontente com a versão de compromisso que realmente foi implementada. Ao invés de colocar limites aos imigrantes, as empresas suíças foram convidadas a favorecer trabalhadores suíços ao preencher cargos.

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Relação friccionada

Enquanto isso, a Suíça continua administrando suas fricções com a UE sobre o futuro relacionamento bilateral. Documentos recentemente expostos pela mídia mostraram que o governo suíço quer se concentrar em cinco áreas: a livre circulação de pessoas, o reconhecimento mútuo do acordo de conformidade, comércio de produtos agrícolas, transporte terrestre e aviação civil.

Isso substituiria o emaranhado atual de 120 tratados bilaterais entre os dois parceiros.

O jornal SonntagsZeitung acrescenta mais à história, afirmando que o ministro das Relações Exteriores da Suíça, Ignazio Cassis, quer criar uma nova instituição para julgar disputas. Isso substituiria o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias por um árbitro, uma instituição que, teme-se, desfavoreceria os suíços quando o próximo pacote bilateral for julgado.

As relações entre a Suíça e a UE se agravaram na sequência da iniciativa de imigração de 2014, juntamente com desentendimentos sobre o sistema de impostos corporativos da Suíça. Brexit complicou ainda mais a situação. No ano passado, a UE determinou um limite de um ano no acesso da bolsa suíça aos mercados europeus.

Isso provocou protestos da Suíça, que ameaçou reter um pagamento de coesão de CHF 1,3 bilhão destinado a melhorar o padrão de vida nos países mais pobres da UE.

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