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Abu Bakr al-Baghdadi: o 'califa' jihadista

Fotografias divulgadas pelo Departamento de Estado americano (e) e pelo Ministério do Interior iraquiano mostram Abu Bakr al-Baghdadi afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. junho 2014 - 21:04
(AFP)

Abu Bakr al-Baghdadi, o misterioso líder do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL), designado "califa de todos os muçulmanos" neste domingo por seu grupo, distancia-se cada vez mais da Al-Qaeda e pode se tornar o jihadista mais influente do mundo.

O EIIL, que agora quer ser chamado de "Estado Islâmico", eliminando qualquer referência geopolítica, anunciou a criação de um califado em amplas regiões conquistadas no Iraque e na Síria, em uma tentativa de restabelecer um regime político islâmico abolido há quase um século.

Este grupo, já poderoso na Síria, faz desde 9 de junho uma ofensiva devastadora no Iraque.

Mas seu líder continua sendo mais conhecido por uma personalidade misteriosa.

Nascido em 1971 em Samara, ao norte de Bagdá, de acordo com Washington, Abu Bakr al-Baghdadi, teria entrado para a insurreição no Iraque pouco depois da invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, e teria passado quatro anos em um campo de detenção americano.

As forças americanas tinham anunciado, em outubro de 2005, a morte de Abu Duaa -um dos pseudônimos de Baghdadi- em um ataque aéreo na fronteira com a Síria. Mas ele voltou a aparecer, bem vivo, em maio de 2010 à frente do Estado Islâmico no Iraque (ISI), braço iraquiano da Al-Qaeda, depois da morte de dois líderes do grupo em um ataque.

A estratégia americana de combater insurreições, combinada com os ataques de parte das tribos sunitas contra os jihadistas, havia enfraquecido o grupo.

Mas ele voltou a ganhar força, estendendo suas atividades para a vizinha Síria e rejeitando depois as ordens do chefe da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, de se concentrar no Iraque e deixar a Síria para a Frente Al-Nosra, um grupo jihadista que luta contra o regime de Damasco.

- Comandante e tático -

Em abril de 2013, Baghdadi anunciou uma fusão do ISI com os combatentes da Al-Nosra para formar o EIIL, mas estes se recusaram a ficar sob seu comando. Os dois grupos começaram a operar separados, antes de começarem a lutar entre si a partir de janeiro deste ano na Síria.

Poucos detalhes foram revelados sobre a personalidade de Baghdadi, ou sobre onde está.

Os Estados Unidos, que o classificaram como terrorista em outubro de 2011, haviam declarado no ano passado que ele estaria provavelmente na Síria.

No fim de maio, um general iraquiano declarou que suas forças acreditavam que Baghdadi estava no Iraque, mas outras autoridades contestaram essa informação.

O rosto de Baghdadi foi apresentado apenas em janeiro, quando as autoridades iraquianas divulgaram, pela primeira vez, uma foto em preto e branco mostrando um homem barbado e calvo, usando terno e gravata.

O mistério que o cerca contribui para o culto a sua personalidade, e o Youtube tem vários cantos religiosos louvando suas virtudes.

No EIIL, ele é considerado um comandante e um tático presente no campo de batalha, ao contrário de Zawahiri, seu antigo superior e atual adversário, sobre quem ele ganha cada vez mais vantagem nas esferas jihadistas.

As habilidades atribuídas ao líder valem a adesão ao seu movimento de milhares de jihadistas vindos de todo o Oriente Médio, da Europa e de outras partes.

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