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Colômbia realiza primeiras ofensivas contra Clã do Golfo após fim da trégua

Soldado colombiano monta guarda ao lado de um caminhão queimado no município de Taraza, Cauca, Colômbia, em 20 de março de 2023 afp_tickers

Militares colombianos mataram dois membros do Clã del Golfo e capturaram um de seus líderes na retomada das operações ofensivas contra o cartel de drogas mais poderoso do país, informou o Exército nesta terça-feira (21).

O governo havia acordado um cessar-fogo bilateral com essa organização desde 1º de janeiro, mas o presidente Gustavo Petro declarou guerra novamente contra ela no domingo, por seus ataques contra a população civil e as forças públicas.

Na segunda-feira, as autoridades capturaram em Urabá (noroeste) “Andrés”, suposto “coordenador de pistoleiros (…) deste grupo ilegal”, detalhou o Exército em um comunicado.

No mesmo dia, “no sul [do departamento] de Bolívar (norte) tivemos um confronto” que deixou dois membros do clã mortos, disse o general Luis Ospina em um vídeo enviado para a imprensa.

“O compromisso das tropas (…) será continuar desenvolvendo as operações militares”, afirmou o coronel Luis Cifuentes, oficial encarregado da operação.

Mais tarde, o exército informou que um soldado que estava de folga foi morto por pistoleiros que, “aparentemente” pertencem ao Clã do Golfo em Montería (noroeste).

As desavenças entre o governo e o Clã do Golfo estouraram na região do Baixo Cauca, no departamento de Antioquia, onde garimpeiros ilegais que, segundo Petro, são patrocinados por traficantes de drogas, aterrorizam os moradores, bloqueiam estradas e no domingo atiraram contra uma patrulha militar.

De acordo com o ministro da Defesa, Iván Velásquez, há 10 mil policiais e soldados na área.

Depois de acordar o cessar-fogo, Petro pretendia fazer negociações com essa facção narcotraficante de origem paramilitar, responsável pela exportação de cerca de 700 toneladas de cocaína por ano, segundo dados oficiais.

O presidente também havia anunciado uma trégua com a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), que mais tarde foi frustrada pela recusa dos rebeldes.

Hoje, mantém um pacto de não agressão com as dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que não assinaram o acordo de paz em 2016 e um grupo paramilitar da Serra Nevada de Santa Marta.

Ao reativar as operações contra o Clã do Golfo, Petro confrontou o maior cartel de drogas da Colômbia, o principal produtor de cocaína do mundo.

De acordo com estudos independentes, os tentáculos dessa organização chegam a quase todos os departamentos (estados) do país, inclusive a capital, Bogotá.

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