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Guerra contra Irã livrou Israel de ameaça de ‘destruição nuclear’, diz Netanyahu

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse, nesta segunda-feira (15), que a campanha militar conjunta entre Estados Unidos e Israel contra o Irã livrou seu país do que descreveu como uma ameaça de “destruição nuclear” por parte de Teerã.

Em suas primeiras declarações públicas desde que Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio, Netanyahu disse que as tropas israelenses permaneceriam no Líbano, em Gaza e na Síria “pelo tempo que for necessário”.

“O mais importante é que salvamos o Estado de Israel da ameaça de destruição nuclear”, afirmou o primeiro-ministro durante uma coletiva transmitida pela televisão. 

“E o que isso significaria? Significaria que milhões de cidadãos israelenses — vocês, que me ouvem agora —, todos vocês teriam estado em terrível perigo de morte em massa… E afastamos de nós, por anos, esse perigo de aniquilação da população de Israel”, acrescentou.

Netanyahu prometeu que nunca seria permitido que o Irã adquirisse armas nucleares, independentemente dos termos de qualquer acordo.

“Com acordo ou sem acordo, o Irã não terá armas nucleares”, disse. 

“Nem hoje, nem amanhã”, acrescentou, destacando que a campanha americano-israelense tinha alcançado “todo alvo de infraestrutura possível” no Irã.

“Não cometi nenhum erro. Dissemos que queríamos eliminar uma ameaça existencial que pendia sobre nós: primeiro, a ameaça nuclear – e o fizemos -, segundo, a ameaça dos mísseis – e também o fizemos”, enumerou. 

Mas a ameaça para Israel, acrescentou, também segue presente, não só de parte do Irã, mas de seus aliados na região, que foram “atingidos de uma forma sem precedentes”. 

“Estabelecemos profundas zonas de segurança ao redor do Estado de Israel. Nós o fizemos em Gaza, no Líbano e na Síria”, disse Netanyahu durante a coletiva.

“E quero deixar claro: vamos permanecer nestas zonas de segurança pelo tempo que for necessário para proteger nosso país”, acrescentou.

O acordo entre os Estados Unidos e o Irã prevê o fim da guerra no Oriente Médio, inclusive no Líbano, onde as forças israelenses combatem os militantes do movimento islamista Hezbollah, pró-iraniano.

– Candidato à reeleição –

Ainda durante a coletiva desta segunda, o premiê israelense afirmou que pretende disputar as eleições que serão realizadas este ano, apesar das críticas que enfrenta por sua gestão da guerra no Oriente Médio e suas consequências.

“Vou me apresentar às eleições e pretendo vencer”, disse o político veterano.

No começo de junho, o Likud, partido de direita de Netanyahu, tinha anunciado que o político de 76 anos tentaria a reeleição na votação prevista para outubro.

O anúncio ocorre depois que o presidente americano, Donald Trump, questionou em público se Netanyahu iria se candidatar.

Primeiro-ministro com mais tempo de mandato em Israel (quase duas décadas), Netanyahu conduziu seu país durante três anos de guerras em diversas frentes, e tem pendente de resolução na justiça um caso de corrupção.

Ele tem sido criticado pela oposição por iniciar conflitos nos quais não alcança seus objetivos, como a incursão terrestre e os bombardeios contra a Faixa de Gaza após os ataques do Hamas no sul de Israel, em outubro de 2023.

Nesta segunda, líderes de todo o espectro político israelense criticaram os pontos do acordo de paz entre EUA e Irã porque consideram que não garante a segurança do país.

Naftali Bennett, ex-primeiro-ministro e principal candidato nas próximas eleições, disse que representava uma “guinada perigosa para a segurança de Israel”. 

myl-crb/mdh/pb/jvb/mvv/jc/ic

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